Meditação Posts

Deixe o passado e o futuro voltarem para o seu lugar.

Tire a sua cabeça dos arrependimentos de coisas passadas.

Tire a sua cabeça de preocupações excessivas sobre o futuro.

Deixe que o passado e o futuro voltem para o seu lutar, e assim você pode voltar a sua atenção para o momento presente, que é quando a vida acontece de verdade.

Coloque o bilhetinho na sua mesa de trabalho com a palavra AGORA.

Disciplinar a nossa vida interior.

É importante impormos uma certa disciplina à nossa vida interior.

Isso serve para termos uma orientação mais profunda e segura para seguir.

O significado que cada coisa tem na nossa vida, vem de uma reflexão interior, de uma orientação interior.

Não ter uma orientação interior significa também uma vida à deriva.

A orientação nos dá clareza aos nossos propósitos, às nossas preferências.

Não deixe a raiva te consumir.

A raiva consome a própria pessoa.

É um mal que infligimos a nós mesmos, e fazemos mal ao ambiente e às pessoas à nossa volta.

Nos ensina Thich Nhat Hanh em seu livro “Aprendendo a lidar com a raiva”, que os pensamentos positivos e negativos são parte da nossa natureza orgânica e por isso, não devemos permitir que uma batalha se trave dentro de si entre o bem e o mal.

Devemos, no entanto, aceitar os pensamentos negativos também, mas transformá-los e usá-los de maneira adequada.

A raiva, que é a manifestação dos pensamentos negativos precisa ser transformada, e a meditação e a respiração consciente.

O monge nos chama a atenção para o caso de uma tempestade, que parece ser uma coisa ruim e assustadora, mas devemos ter em conta que se subíssemos acima das nuvens, constataríamos que o sol está sempre lá.

Conta o monge, que quando estamos passando frio no nosso quarto, ligamos o aquecedor, e gradativamente vamos sentido o calor acolhedor. Não é preciso expulsar o frio para receber o calor, na verdade o frio será abraçado pelo calor, e assim fazemos com os pensamentos negativos e positivos.

Uma ilustração poderosa que apresenta Hanh, é que se observamos uma árvore na tempestade, especialmente os galhos mais altos, imaginamos a fragilidade dos galhos, dançam ao sabor dos ventos ameaçadores e que eventualmente se quebram.

Quando descemos o olhar para o seu tronco, ereto e impassível, sentimos a força e a serenidade.

Assim se passa conosco. A nossa mente, lá em cima do nosso corpo, é sujeita imediatamente a qualquer ventania, e portanto, devemos descer para a região do nosso abdômen, do nosso umbigo e sentir a estabilidade necessária para passar pela tempestade – assim se processa em grande parte a respiração consciente.

A raiva tem muito a ver com a necessidade de controlar o mundo.

A hostilidade que emana da raiva vem da não aceitação de mudanças, ou coisas contrárias à sua vontade.

A inflexibilidade, o perfeccionismo e a prepotência estão na raiz da raiva.

Outro ponto é o efeito imã. Ficamos com raiva de tudo que acontece de errado á nossa volta. Alguém ofende um amigo e ficamos com raiva. Um cliente é maltratado no supermercado e ficamos com raiva.

Queremos um mundo perfeito no nosso julgamento e não admitimos qualquer nuvem que possa ameaçar.

Um rebelde sem causa, ou pelo menos sem causa justificável.

 Como nos ensina Tom G. Stevens, professor de psicologia da Universidade do Estado da Califórnia, devemos:

-assumir que sempre há alguma boa intenção por trás das ações dos outros;

-explorar as nossas emoções negativas acerca de um evento;

-desenvolver a empatia, se colocar no lugar do outro e experimentar a sensação;

-rever o nosso conceito e entendimento sobre justiça no mundo.

-rever se queremos punir os outros, segurando essa raiva dentro de nós.

-trabalhar melhor as nossas expectativas – pode ser adequado baixar um pouco o que esperamos das pessoas;

Pratique algumas maneiras de se livrar da raiva e da hostilidade quando ela vier à tona:

-pense nas conseqüências da agressão e a mácula que vai criar no relacionamento;

-seja assertivo e procure uma solução ganha-ganha para a questão;

-dê um tempo e se retire quando a coisa ficar mesmo feia;

-encontre maneiras construtivas de aliviar sua raiva e descontentamento;

-se for possível, escolha maneiras não destrutivas de expressar sua raiva;

A raiva, segundo o professor, é uma falta de habilidade de lidar com as situações, e a pratica é fundamental para desenvolver essa habilidade.

Beco

Longe da aglomeração das ruas.

Quando estamos no campo, na tranqüilidade da nossa casa, encontramos a paz necessária para uma introspecção e mergulho no nosso íntimo.

No burburinho dos cafés, na agitação dos shows e das festas é praticamente impossível refletir sobre algo profundo. É claro que o momento é de curtir a movimentação.

Mas quando se trata de reflexão, de buscar a serenidade, precisamos da calma do nosso cantinho, de um retiro.

Alguns amigos têm participado de retiros espirituais, e acredito que eu mesmo vou experimentar um dia desses.

Para mim, a manhã de domingo, quando escrevo as postagens da semana é um momento de muita calma e isolamento. É um momento quando até os cachorros se aninham e se calam como se tivessem alcançado a serenidade desejada.

Como lembra Thich Nhat Hanh no seu livro Paz a Cada Passo, os sentidos são as janelas para o mundo. Se deixamos sempre as janelas abertas, o vento entra e desarruma as coisas em cima da mesa, os sons e o barulho nos perturbam.

Há pessoas que deixam sempre as janelas abertas com o medo do isolamento e da solidão, e assim ficam permanentemente com os sentidos ocupados com os estímulos externos.

Precisamos fechar as janelas para permitir que os nossos sentidos se voltem para o nosso eu interior.

Precisamos fechar as janelas para deixar a poeira se assentar.

Lembra ainda o monge, que cada minuto é um milagre, e a correria do cotidiano não nos permite usufruir plenamente cada momento. Estamos sempre comendo o prato principal pensando na sobremesa. Vamos ao teatro e pensamos no que se passa em casa. Estamos no trabalho pensando no congestionamento do trafego ao sair.

Estamos correndo de objetivo em objetivo, sem apreciar o caminho, o trajeto.

Parar por um momento, reduzir o ritmo parece sempre uma resistência à vida moderna, um ato de rebeldia digno de punição, mas é sim, uma trégua para si mesmo, um conforto e uma recompensa.

Quando fazemos isso por um dia, uma hora, um momento, os próximos passos ganham sentido, os propósitos e objetivos se tornam claros e a vontade é revigorada.

Beco

Lave pratos.

Após o jantar, lave os pratos e panelas com total concentração.

Diz um monge budista Thich Nhat Hanh, no seu livro – Paz a Cada Passo – que devemos lavar os pratos com o objetivo de lavar os pratos.

A maioria das pessoas lava os pratos com o objetivo de ter pratos limpos, o que faz com que a mente esteja em outro lugar, especialmente nos problemas que sequer são nossos.

Esta prática, que Thich chama de meditação lavando os pratos – dishwashing meditation – tem uma recomendação prática.

Preste atenção total naquilo que está fazendo.

Perceba cada detalhe do prato, a textura, a cor, as bordas.

Perceba cada sujeira que está sendo carregada pela ação da água, do sabão e da esponja.

Esfregue a esponja com critério, atingindo cada parte a ser limpa.

Sinta a temperatura da água.

Para aqueles que não lavam pratos, mas colocam tudo na lavadora, está aí uma oportunidade única para praticar uma meditação fácil e útil.

Não repare na quantidade de pratos lavados ou a serem lavados.

Se desligue do ambiente externo por uns instantes, a televisão ligada, a conversa paralela ou mesmo o telefone tocando – deixe que alguém atenda.

Não pense no que vai fazer depois de lavar os pratos.

Esteja totalmente concentrado em lavar os pratos.

O blog – Random conversations with purpose – conversas aleatórias com propóstio -de uma garota da Califórnia explica também como praticar o dishwahsing meditation.

 Não se esqueça de respirar calmamente.

Aproveite.

Passe adiante.

Beco

Se concentre no que está fazendo.

Viva o que está fazendo.

Se concentre.

Não deixe a mente vagar por coisas remotas e improváveis. Sonhar é bom, mas deixar a cabeça perdida em problemas insolúveis e sentimentos mesquinhos é desperdiçar a vida e deixar de aproveitar o momento.

A concentração naquilo que você está fazendo é uma forma de meditação, e o exercício freqüente leva ao aprimoramento. Um exercício que faço de vez em quando, e me dá uma paz enorme, e lavar uma camisa. Ao retornar ao lar, de um dia cheio de trabalho, e notando que estou usando uma das minhas camisas preferidas, troco de roupa, pego um balde, um pequeno banquinho e me meto a lavar a camisa na mão. Não utilizo nada além do balde, água e sabão caseiro.

Me concentro totalmente no lavar a camisa. Evito que a minha mente navegue pelo balanço do dia, os problemas, o dia de amanhã.

Começo pelos punhos e gola, repassando inúmeras vezes com o dedo, as unhas, retirando qualquer vestígio de sujeira, acariciando o tecido e deixando que o sabão e a água penetrem profundamente na fibra. Nem pressa, nem vagar, apenas o tempo natural.

Tenho também um hábito herdado de minha mãe que é de andar rápido como se estivesse marchando.

No trabalho, ando pelos corredores como quem está na parada de 7 de setembro.

Ao ler os livros do monge Thich Nhat Hanh, aprendi diversas maneiras simples de meditar, e uma delas é a meditação caminhando.

Ao perceber que a rotina da marcha me atingiu, imediatamente diminuo o passo para me harmonizar com a respiração, e vou até o final do corredor no que o monge chama de “walking meditation”.

Tenho exercitado também a meditação dirigindo – “driving meditation”, que longe de ser perigoso, é mais seguro do que a direção dispersa pensando em outras coisas.

Dirijo concentrado, percebendo cada item do trajeto, no ronco do motor, nas mudanças de marcha e nos carros que cruzam e trafegam.

Ainda não consigo fazer a meditação comendo “eating meditation”, pois tenho que perder ainda o hábito de comer rápido demais.

Vou seguir tentando e praticando.

Passe adiante.

Beco

Saia do turbilhão mental.

Às vezes a crise chega de repente e nos deixa desorientado.

Primeiro de tudo: afaste os pensamentos insanos.

Segundo: pratique a prece ou a meditação

A prece pode ser a simples e poderosa Oração da Serenidade que já mencionei várias vezes.

Para quem não é afeto à meditação, comece com a respiração compassada e a mente concentrada na própria respiração.

Com o tempo, você vai se habituar a fazê-la em quase todas as circunstâncias.

Você pode começar ainda contemplando algo simples, algo estático – pode ser uma árvore, uma flor, um detalhe na paisagem.

Respire fundo – esvazie a mente.

Experimente – vai funcionar.

Não fique sozinho.

Busque apoio.

As crises vêm e vão.

Isso também vai passar.

Veja a luz no fim do túnel.

Não fique na escuridão.

Como já citei em postagem anterior – carregue a sua luz.

Ao sair do turbilhão, mesmo que por um momento, você vai se sentir melhor.

Você vai sair fortalecido quando tudo passar.

Tenha fé.

O que não está na sua mão está nas mãos de uma Força Superior.

Se você achar que essa situação vai te deixar de joelhos, busque conforto na oração e na meditação.

Isso não quer dizer fugir dos problemas, mas apenas limpar a confusão mental.

Encontre a luz na escuridão.

Beco