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Homens não choram, mulheres não discordam

Aprendemos desde pequenos alguns estereótipos que nos limitam, e que exigem uma desprogramação mental para nos livrarmos deles.

Meninos e meninas são programados de maneiras diferentes. Enquanto nós somos criados para sermos machos, duros e fortes diante das adversidades, as meninas são educadas para serem mais cordatas e tanto uns quanto outros lutam com tais limitações à medida que a vida real se descortina.

Os homens aprendem que podem sentir a dor, mostrar emoção e chorar, e principalmente reconhecer que sofrem e sentem insegurança quando a coisa pega feio.

Magoando quem nos cerca.

Às vezes assumimos comportamentos inconsequentes e temos a ilusão de que estamos ferindo somente a nós próprios, mas devemos saber que ferimos todos os que nos cercam, sejam amigos ou familiares.

É o exemplo do alcoolismo e a dependência química, que acabam por transbordar nos nossos entes queridos.

Quem negligencia com a própria saúde acaba deixando trabalho também para os outros, pois logo estará com alguma incapacidade física ou mental.

Devemos pensar em nós mesmos, mas temos que considerar o nosso pequeno grupo social de amigos e familiares, eles são a nossa vida, e o equilíbrio está na saúde plena de todos.

Desarme o seu espírito.

Desarme o seu espírito para sentir a harmonia das coisas, como se tudo estivesse no lugar que deveria estar.

Interrompemos a sede enorme de se afirmar, convencer e persuadir,

Tudo no lugar, sem a urgência de se defender, se comparar e se sobressair.

O espírito desarmado é aquele que usufrui da abundância da vida, aprende todas as lições e aproveita cada circunstância, boa ou má.

Primeiro escreva, depois fale.

Não saia reagindo com agressividade, primeiro escreva, depois fale. Temos um impulso para reagir a quem nos magoou. Especialmente quando fazemos isso de pronto, tipo bateu levou, podemos errar a mão.

Uma boa receita é escrever tudo que você está sentindo, sendo bastante específico no incidente com detalhes sobre quem disse o que.

A segunda parte é escrever como uma terceira pessoa, como uma matéria jornalística. Quando escrevemos como quem procura ver com isenção, tendemos a aliviar um pouco nas tintas.

Recitando as mágoas.

Não faça das mágoas uma fieira de razões para ser infeliz.

Se você se sente sobrecarregado de tantos ressentimentos e mágoas, tente o exercício que vou descrever.

Procure desconstruir os seus ressentimentos começando pelo mais leve.

Relacione os seus ressentimentos e classifique segundo a seguinte ordem.

Carregar a mágoa dentro do coração.

A mágoa que insistimos em carregar, é como uma brasa ardente que queima sem parar.

Arde machuca e nos impede de apreciar o bom da vida.

Temos que jogá-la fora.

Não devemos ter qualquer ilusão de que estamos impondo algum castigo a alguém.

A mágoa não é vingança, mas uma dor que impomos a nós mesmos.

Permissão para sentir.

Nem todo mundo tem o privilégio de crescer em ambiente familiar saudável.

Podemos ter crescido em ambientes familiares onde o conflito era uma constante.

Relações se rompem, corações se partem, emoções são expostas e temos uma tentação enorme de colocar o nosso coração numa caixa de chumbo.

O mundo é um tanto complicado quando tratamos de sentimentos e o hábito de esconder as emoções pode estar arraigado em nós.