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Limites cabem em qualquer relacionamento

Para tudo há um limite e nos relacionamentos então, temos que atentar para os limites que podem facilmente ser negligenciados. Gostamos de nos intrometer na vida dos outros, tentar controlar e fazer valer a nossa vontade, percepção, ideias e escolhas.

Em cada relacionamento, é importante se estabelecer os limites, e revisá-los permanentemente.

Ao seu alcance

Procure fazer o que está ao seu alcance. Não queira mudar o mundo naquilo que está fora do seu alcance. Isso não quer dizer recusar desafios, ou fugir das dificuldades. O fato é que nos estressamos em demasia querendo mudar o que não é possível para nós, pobres mortais.

De vez em quando nos metemos a fazer o que não nos cabe, por exemplo, querer mudar as outras pessoas, perturbar a individualidade e o espaço dos outros.

No entanto, um mundo de coisas está na nossa responsabilidade, especialmente falando de nós mesmos, melhorar a pessoa que somos, ajudar mais os outros e cuidar da própria felicidade.

A valiosa liberdade

Preserve a valiosa liberdade. A liberdade que usufruímos hoje é muito valiosa, e podemos fazer quase tudo na nossa vida. As nossas escolhas são variadas, a discricionariedade é enorme e tudo isso é razão para nos afastarmos da escravidão, seja do consumo, dos costumes e hábitos nocivos que outros podem tentar nos impor.

A sociedade de consumo é muito forte, e a propaganda lança mão de recursos científicos sofisticados para nos enganar e nos empurrar para coisas que sequer pedimos, e pior, detestamos.

A nossa liberdade foi conquistada, é um valor sem tamanho, e temos que preservar a todo custo.

Uma das receitas é manter a vida simples, sem tanto apelo consumista, adiar um pouco qualquer compra até que a vontade passe.

Perdoar e tolerar.

É certo que o perdão é um ato de amor que fazemos para nós mesmos, nos liberamos de cargas desnecessárias e indesejáveis que deixamos ir para o nosso bem.

Mas o que dizer de tratamentos injustos que sofremos seguidamente, companheiras autoritárias, chefes incompetentes e desonestos que nos impõe um estresse desproporcional.

Tolerar é uma coisa distinta, e pode não ter nada a ver com o perdão.

Não temos que nos fazer de capacho, admitir com naturalidade os maus tratos que sofremos.

O equilíbrio da vida.

Procure o equilíbrio da vida, a harmonia em tudo que faz. Os extremos costumam ser perigosos.

Não seja radical nem cabeça dura. Um pouco de flexibilidade é essencial para navegar pelos mares da vida.

Nem tudo necessita de ferro e fogo, e paz e amor podem não ser apropriados quando tratamos de uma crise braba.

Quando assumimos posições radicais estamos sempre sujeitos a conflitos inesperados, pois os extremos, ao contrário do que acontece com os imãs, podem se repelir ruidosamente.

O melhor é o caminho do meio, do equilíbrio, da moderação.

Ajudar sem me intrometer.

Não devo meter o nariz onde não fui chamado.

Não deixe de ajudar, mas busque o bom senso, e deixe que o outro cuide da própria vida.

Busque o equilíbrio entre ajudar e permitir que o outro cresça resolvendo os próprios problemas, especialmente se tratando dos filhos.

Você gostaria que o outro se intrometesse na sua vida em assuntos tão particulares?

O caos familiar.

Estamos sujeitos a enfrentar o caos familiar, por mais que tenhamos nos empenhado, as coisas podem virar do avesso.

Isso pode acontecer por muitos motivos, uma separação, dependência química, alcoolismo, desemprego, ciúme doentio, delinquência e outros tantos fenômenos que podem ameaçar o convívio saudável.

Você deve ter em conta que nada é definitivo, e sempre é possível fazer alguma coisa.

No entanto, não assuma para si toda a responsabilidade – você não é a super-mulher.