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Sinta as possibilidades

Quando estamos por empreender alguma coisa, temos a exata sensação de que vai dar certo.

Sinta as possibilidades, e a energia que brota daquilo que está por empreender, e deixe essa energia te estimular a dar o melhor de si nessa empreitada.

Ao sentir que é possível realizar, você está a meio caminho, o resto é tocar adiante, realizar as tarefas uma a uma.

O resultado final é composição de cada pequena tarefa, e não devemos descuidar de nenhuma, por mais simples que seja.

Razões que a razão desconhece

Há razões que a razão desconhece. Temos que apostar na razão quando tomamos as decisões, mas devemos considerar que desconhecemos todas as informações objetivas que envolvem tais decisões. A razão não conhece tudo, e para isso temos que contar com a intuição, a sensação de estar fazendo o que é correto fazer.

Procuramos sempre decidir da melhor maneira possível, pesamos os prós e contras, avaliamos objetivamente as alternativas, mas sabemos a racionalidade sempre deixa escapar alguma coisa.

A razão não é tudo, e sabemos bem que tomamos várias decisões apostando unicamente na nossa intuição.

Não racionalize tanta a vida, viva com emoção. Há razão para tudo, mas nem tudo é razão.

O medo de cometer erros.

O medo excessivo de cometer erros pode nos paralisar. Tememos errar, tememos as consequências e acabamos não saindo do lugar. Temos que agir e realizar os nossos sonhos e projetos, a despeito do medo – parte da natureza humana.

Podemos ter absorvido esse medo na nossa educação, pois os pais incutem muito esse medo de errar, e os pequenos acabam assimilando.

O perfeccionismo e a excessiva cobrança, ou mesmo as punições, acabam exacerbando o medo de errar. A paralisação é uma das consequências, sem contar o estresse que acaba nos corroendo, e prejudicando a nossa saúde.

A resposta que vem de dentro.

Tenho que perguntar a mim mesmo se estou confortável com as escolhas e as soluções que estou em vias de prosseguir.

Por mais que tentemos racionalizar as decisões, muito do que deve ser levado em conta, diz respeito à intuição. É aquilo que está sendo dito pelo coração.

A nossa intuição, muito mais do que uma sensação inexplicável de conforto e desconforto, o certo e o errado sentido pelos poros, é na verdade baseada na nossa experiência pregressa.

Aquilo que experimentamos e aprendemos ao longo da vida, é chamado a opinar acerca das situações. É instado a emitir um parecer que nem bem sabemos de onde vem, e porque é desta maneira.

O que o coração está tentando dizer.

Quando não nos sentimos confortáveis com alguma coisa, o coração está tentando nos dizer algo.

Devemos ouvir com atenção, com cuidado.

Às vezes estamos em vias de tomar uma decisão, temos dúvidas e sentimos que algo não está certo – é a intuição, a voz do coração.

O coração está tentando dizer alguma coisa.

Alguns dizem que quando a mente está confusa, o coração está mais, e ouvir o coração nessas circunstâncias pode ser desastroso.

Por outro lado, ficar com uma solução que não te deixa confortável, vai te incomodar por longo tempo e vai prejudicar a sua saúde.

O homem se julga muito racional e pensa que está controlando a maior parte das situações, mas os estudos mostram que o irracional em nós domina muito do que somos e fazemos, e uma valiosa reflexão sobre isso, é o livro de Jonathan Haidt – Uma vida que vale a pena.

Decisões desconfortáveis minam a sua energia e cobram um pedágio na sua saúde.

Os pensamentos negativos, tais como a raiva, a inveja e a frustração, fazem o mesmo efeito no seu corpo e na sua saúde.

Há portanto, um perigo em não ouvir o seu coração, o que pode ser lido também no blog – Follow your heart to happiness – Siga o seu coração para a felicidade.

Isso não quer dizer tomar as decisões somente pela intuição e pelos sentimentos – a racionalidade é parte fundamental das decisões, mas não ouvir o coração é um caminho para a infelicidade.

As decisões que não são compartilhadas com o coração, trazem a insatisfação, uma sensação de que falta sentido, de que falta paixão.

Todos nos queremos sentir a abundância da vida, a satisfação de uma vida plena, uma felicidade autêntica, uma relação carinhosa com os mais próximos, e tudo isso não pode simplesmente ser conduzido pelo nosso lado racional.

O que move a nossa ação, a nossa motivação é algo que vem de dentro, do coração, e isso tem que influenciar as nossas decisões e nossos caminhos.

Quando ouço o coração, desço da famigerada esteira hedônica.

Quando ouço o coração, sigo também os meus sonhos mais profundos.

Beco

Em contato com minha intuição.

Me sinto bem?

Isto soa bem?

Como estou me sentindo nesta situação?

A intuição natural deve ser utilizada com sabedoria.

Algumas dicas para aproveitar bem aquilo que a história genética nos presenteou após milhões de replicações.

A empatia, um sentimento também ancestral, se junta à intuição para te ajudar nas coisas do dia-a-dia. Exercite – se coloque no lugar do outro – pense como se estivesse no lugar do outro.

Sinta a vibração natural no relacionamento com os outros – é algo que não sabemos explicar, mas tem um significado importante para a intuição.

Sentimentos ancestrais tais como o medo, o desagrado não devem ser reprimidos – muito pelo contrário, devemos colocar especial atenção quando estes transitam pela nossa mente.

Entenda bem os seus julgamentos internos e isole aqueles ligados ao preconceito, presunção, prepotência pois eles atrapalham sua intuição.

Aprenda a conversar com o seu ser ancestral, fazendo perguntas boas – evite aquela ruminação sem fim. Conduza uma conversa boa consigo mesmo.

Um outro lado da intuição que não devemos desprezar, é aquela que pode ser desenvolvida pela nossa experiência de vida.

É fato que quanto mais experiência acumulamos, melhor percepção temos sobre as situações e maior desenvoltura para lidar com os problemas e as soluções.

Essa – vamos dizer intuição aprendida– pode ser desenvolvida e aprimorada.

O texto do New York Times nos dá boas recomendações:

Em resumo, é importante reconhecer quando a racionalidade está dominando completamente o seu diálogo interno. Isso afasta a intuição.

Quando isso acontece, recomendam que você saia para dar uma volta calma pela quadra para afastar um pouco o diálogo racional na sua cabeça e deixar entrar a intuição.

Preste atenção para os lampejos de informação que vem à sua mente, uma paisagem, uma fisionomia, um barulho, um odor.

Dê uma parada como quem espera algo acontecer. Apenas espere alguma informação adentrar o palco da sua mente.

Preste atenção à linguagem do seu corpo – como você está sentindo.

É bom lembrar que usar a intuição não quer dizer desprezar as informações concretas e objetivas partindo para o chute, e para a achologia.

Aproveite.

Beco