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5 dicas para criar filhos mais generosos

5 dicas para criar filhos mais generosos

Todos nós temos a noção de que devemos criar filhos mais completos, que sejam capazes, não só de realizar feitos destacados, carreira promissoras. Queremos ainda que sejam altruístas, generosos e queridos pela sua própria comunidade.

Como podemos ajudar para que eles se desenvolvam dessa maneira?

Vários estudos científicos mostram que as crianças trazem intrinsecamente a característica generosa. No entanto, a criação e a sociedade hedônica, as comparações, podem prejudicar o desenvolvimento da criança nesse sentido.

As coisas que me dão medo.

Inevitável sentir o medo, pois é um sentimento que explica a evolução da nossa espécie.

Sentir medo, no fundo, é saudável, mas temos que aprender a viver com isso, percebendo quando estamos passando dos limites e criar mecanismos para amenizar.

Temos que aprender a seguir a vida, nos colocando em ação mesmo quando nos sentimos apavorados.

A resposta que vem de dentro.

Tenho que perguntar a mim mesmo se estou confortável com as escolhas e as soluções que estou em vias de prosseguir.

Por mais que tentemos racionalizar as decisões, muito do que deve ser levado em conta, diz respeito à intuição. É aquilo que está sendo dito pelo coração.

A nossa intuição, muito mais do que uma sensação inexplicável de conforto e desconforto, o certo e o errado sentido pelos poros, é na verdade baseada na nossa experiência pregressa.

Aquilo que experimentamos e aprendemos ao longo da vida, é chamado a opinar acerca das situações. É instado a emitir um parecer que nem bem sabemos de onde vem, e porque é desta maneira.

A memória e a imaginação.

A nossa mente foi construída para se fixar em coisas negativas. Dizem os cientistas que os eventos negativos se atam à nossa memória como velcro ao passo que os positivos escorregam como teflon.

O fato é que a memória traz de volta as lembranças de eventos negativos, e a imaginação projeta catástrofes para o nosso futuro.

Se essa é uma característica natural do nosso cérebro, temos que lutar e criar mecanismos para que isso não atrapalhe a nossa vida.

Não é nada pessoal.

Observamos a montanha, majestosa e devemos mirar no seu exemplo quando se trata de enfrentar as adversidades da vida.

É uma metáfora muito boa.

Ela é bombardeada milhões de vezes pelos ventos, tempestades, granizo, e continua impassível, elegante, humilde, mas portentosa. E o mais importante, ela não leva nada pelo lado pessoal, eu imagino.

O mesmo não acontece com a gente. Qualquer coisa que acontece de errado, temos uma tendência de levar para o lado pessoal.

Não somos mais os homens das cavernas.

Aprenda a lidar com os instintos.

A maioria dos nossos instintos ancestrais está ligada à sobrevivência numa época onde o homem tinha que gastar muita energia física para acumular alimento para um único dia.

Hoje, vamos ao supermercado e acumulamos um montão de calorias que sequer precisamos, e o pior, comemos isso tudo.

A máquina humana sabe que a fartura energética é entremeada por períodos de carestia, e por esse motivo armazena tudo que sobra na despensa energética, os pneuzinhos que você reconhece quando aperta o cinto e sobra muita coisa pra fora.

As habilidades necessárias a uma vida saudável hoje em dia são diferentes daquela época. Muitas daquelas desenvolvidas ancestralmente perderam a importância, e outras novas ganharam valor.

O medo do escuro nos protegeu dos ataques dos animais quando vivíamos nas cavernas. A tensão e vigília quando a noite chegava era uma característica transmitida nos genes por milhões de anos.

A raiva, a beligerância e o estresse nos mantinham vivos e nos tornavam capazes de procriar e passar adiante os nossos genes.

Hoje em dia, habilidades como a resiliência, a empatia, a persistência, a generosidade e a comunicação são mais valiosas que aquelas habilidades ancestrais alimentadas pela força: a vaidade, o orgulho e a vingança.

Como bem explica Jonathan Haidt no livro: Uma vida que vale a pena – nós somos condutores de um elefante que somos nós mesmos. Muitas vezes imaginamos conduzindo o elefante, com a razão, a inteligência e o bom senso, mas somos iludidos pelo elefante que nos leva para onde quer.

Entender essa simbiose do condutor e do elefante é importante para estabelecer o equilíbrio.