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A nossa criança interior.

Temos que encontrar a nossa criança interior, e não é o adulto ou idoso que se comporta como uma criança, mas aquela criança que guardamos dentro de si, capaz de expressar a alegria nas pequenas coisas.

Quando amadurecemos, substituímos a curiosidade por limitações sociais e parece que nos embrutecemos, que perdemos alguma coisa, e não sabemos como recuperar.

Faz falta aquela capacidade de enxergar a beleza nos momentos singelos e demonstrar gratidão por quase nada.

Onde está a aquela criança sedenta por novidades e conhecimentos.

Experimentar um certo deslumbramento.

Ver o novo.

Ver o velho como novo.

Sentir o deslumbramento de quem vê pela primeira vez.

Ver como criança.

Especialmente quando estamos em transição, uma nova etapa na nossa vida, casamento, descasamento, novo emprego, aposentadoria, devemos exercitar o olhar deslumbrado.

Olhe com o olhar de criança.

Olhe como quem olha pela primeira vez.

Sinta a curiosidade, e espanto, o encantamento.

Você já fez  isso muitas vezes, mas você tinha apenas 3 anos de idade.

Desperte a curiosidade da criança dentro de você.

Goste das coisas mais singelas e inocentes.

Quando crianças, cada dia era uma aventura nova, uma descoberta atrás da outra, uma coisa nova em cada esquina.

Costumávamos fazer brincadeiras interpretando as formas das nuvens, e o amor era encontrado facilmente nos braços da mãe.

Mas crescemos, e para alguns, o mundo e a vida perderam esse encanto inesperado.

Mas a maturidade tem também o dom de nos trazer essa inocência, essa visão mais curta da realidade, o que pode melhorar a nossa capacidade de ser feliz agora, neste exato momento.

Podemos também olhar para os dramas da vida com mais serenidade, com mais, digamos, sabedoria.

A inocência não tem nada de inocente. A ignorância representa também, um certo distanciamento emocional daquilo que não nos cabe, do que está além do nosso alcance.

Não sei se é avançar no tempo, ou retroceder no tempo, mas apreciar a singularidade da nossa realidade, conservando o essencial, aquilo que realmente agrega valor.

A felicidade é continuar a amar aquilo que amávamos quando criança, e vale à pena reviver esse sentimento.

O grande homem é aquele que não perdeu a sua pequena criança dentro de si. É portanto, a capacidade de crescer sem tornar obsoleto a criança que fomos um dia.

Criança faz cada pergunta, dizemos nos quando convivemos com elas. É porque as perguntas são simplesmente fantásticas.

Onde é que perdemos essa capacidade de fazer tais perguntas?

Temos que experimentar o olhar de criança, sem ser acusado de ser infantil, e especialmente viver com o entusiasmo de quem vê pela primeira vez.

Beco