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O poder da sua presença

Compreenda o poder da sua presença. Nós subestimamos o poder que a nossa presença tem nas outras pessoas. Toda vez que estiver na presença de outra pessoa, se dedique totalmente, não fique alheio, distraído, aproveite bem e interaja generosamente.

Dê esse precioso presente à outra pessoa, esteja disponível enquanto estiver com ela.

Ouça com atenção, se mostre interessado, dê sua opinião sincera, dê boas gargalhadas.

Quando o motivo do encontro for triste e complicado, seja compassivo, aconselhe, ofereça a ajuda de um ombro amigo.

Capriche nos relacionamentos.

Quando damos qualidade às interações humanas, os objetivos são atingidos, somos mais produtivos, mais criativos e incontáveis benefícios são colhidos, inclusive para a nossa saúde.

O padrão de conexões que as pessoas estabelecem umas com as outras, especialmente no trabalho, definem em grande monta o resultado que é obtido dos processos. Os projetos, a criação de novos produtos e a solução dos problemas são fortemente impactados pela maneira como as pessoas se tratam.

A cooperação e o trabalho conjunto, fundamental para qualquer ambiente não convivem com a desconfiança, bullying, julgamento e críticas destrutivas, descaso, desconfiança e fofocas.

Presentes que guardamos para nós mesmos.

Faça o bem e será mais um presente que vai abrir lá na frente, no caminho da vida.

Nunca vamos nos arrepender de fazer o bem, mesmo que tenhamos algum dissabor como recompensa. A retribuição nunca acontece em um único pagamento, e as parcelas podem vir pouco a pouco, ao longo da vida, por muito tempo.

Não economize em fazer o bem, e o faça para pessoas que sequer conhece, e sinta de pronto o benefício em si mesmo.

Há muitas formas de fazer o bem, e tenho certeza que você vai inventar alguma que ninguém tenha sequer pensado.

Seja gentil consigo mesmo.

 

Seja gentil consigo mesmo e não seja o seu principal algoz. Muitas vezes nos castigamos sem piedade, crítica, culpa, arrependimentos, decepção, e isso pode continuar por muito tempo. Pode se tornar um processo destrutivo, esmagando a autoestima, comprimindo a nossa capacidade de reagir, e nos deixando acuados num canto.

Temos que arrumar um jeito de parar com esse diálogo crítico e severo consigo mesmo.

O ser humano sempre procura por validação. Queremos ser aceitos e aprovados no nosso grupo, e quando entramos nesse círculo vicioso da invalidação, nos sentimos descartáveis, rejeitados por nós mesmos.

O que recebi em troca?

Sei que tudo que acontece na minha vida tem um propósito, e que mesmo as adversidades contém alguma lição, alguma coisa boa que recebo em troca.

Mas por vezes, fico pensando. Nessa dificuldade que acabo de passar, o que recebi em troca? O que vou aprender com isso? O que ganhei com isso?

Algumas coisas que aprendi com o tempo me ajudam nessas situações.

O primeiro e abrir a mente para coisas boas, não fechar o foco no negativo, se abstrair um pouco do problema, das dificuldades vivenciadas.

A outra mudança é apreciar a vida nas mínimas coisas, e perceber que somos agraciados, não em uma grande coisa, mas em inúmeras pequenas coisinhas, que olhadas com bons olhos, adquirem um valor enorme por si só.

Histórias que contamos uns aos outros.

Contamos histórias honestas, engraçadas e plenas de significado e com elas aprendemos as lições uns dos outros.

Outro dia, tomei um taxi de Ipanema para o Botafogo. Deveria tomar ter tomado o ônibus, mas a pressa era enorme.

Pedi para me levar à igreja de Santa Terezinha junto ao shopping Rio Sul, no que o motorista replicou: ”está com Deus está bem”. E prossegui numa conversa vinculada à Tereza de Lisieux, a jovem francesa que deixou este mundo muito cedo. Hoje a conhecemos como Santa Terezinha do Menino Jesus.

Ele me perguntou: “o senhor é padre?” Respondi que não, mas tinha uma grande admiração pela santa.

Ele comentou: “se o senhor fosse padre ia me abrir com o senhor…”.

Muito tarde para se desculpar ou agradecer.

Andamos muito apressados:

Pode ser muito tarde para se desculpar ou mesmo agradecer. A vida corrida nos cega para a bondade humana. Nos confundimos no julgamento das pessoas e das circunstâncias.

Uma história interessante é contada no poema de Valerie Cox, The Cookie Thief, o ladrão de biscoitos, e faço aqui uma versão livre, conservando a ideia.