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Não tenho mais tempo para isso.

O tempo parece uma variável elástica, por vezes rola devagar e preguiçoso, quando estamos num churrasco, com amigos, tomando uma cerveja. Em outros momentos, parece frenético, aos saltos, quando tempos que entregar um projeto já atrasado.

Mas o tempo é um só, e é precioso em cada minutinho, e a vida é uma só, e vive-la plenamente é justamente o que estamos fazendo aqui.

Já não tenho tempo para muita coisa, e uma delas é cuidar da vida alheia.

Se bobear, a vida fica curta.

Chega uma hora que não dá mais para gastar o nosso tempo com besteiras.

Acho que essa recomendação vale sempre, para qualquer idade.

Sem dúvida se torna fundamental quando já cruzamos o limite do idoso.

Quando isso acontece, deveremos já ter desenvolvido alguns mecanismos da maturidade, que faz com que a nossa atenção não se prenda mais ao supérfluo ao fútil e desnecessário.

Não faça um inventário dos outros.

Faça um inventário de si próprio e não dos outros.

Fulano tem um carro e uma casa.

Cicrano tem uma esposa rica.

Beltrano herdou uma fazenda imensa.

Isso só para falar nas coisas materiais.

Não fale mal dos outros.

O que ganho com isso?

Com as fofocas, estamos nos alimentando do nosso próprio veneno.

Ficar desqualificando os outros não te qualifica a nada, aliás, vai denegrir a sua própria imagem.

Isso é uma completa perda de tempo.

Quanto mais falamos mal das pessoas, menos gostamos delas.

As outras pessoas.

Somos seres sociáveis e nos sentimos bem com outras pessoas.

É um antídoto para as coisas ruins – estar junto com as pessoas queridas.

É um veneno para o banquete da vida – alimentar a inveja, as comparações o rancor e o ressentimento, e portanto, conviver com pessoas que assim levam a vida.

Diz o velho ditado: diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és.

A ruindade pega, e conviver com pessoas que só vivem para ter ou parecer, acaba nos contaminando. Quando menos percebemos, estamos assim do mesmo jeito.

Pessoas negativas também nos puxam para baixo, e os sentimentos e atitudes negativas da inveja, pessimismo, rancor e ressentimento, nos atam como uma âncora, e nos limitam para prosseguir no nosso crescimento pessoal.

Por outro lado, pessoas amigas de verdade – como é bom tê-las por perto.

Amigos de verdade, nos dão um sentimento de proteção, mesmo que não tenhamos que recorrer a eles para pedir ajuda.

Podemos abrir o coração sem sentir que abrimos a guarda.

Podemos ser sinceros sem sentir que estamos sendo ingênuos.

Podemos errar e seremos perdoados.

Podemos amar e seremos amados.

Ser feliz é ter amigos diz o ditado.

Mesmo que não sejam seus amigos do peito, simplesmente conviver com pessoas de bem, faz bem, te traz bem estar.

Acho que a bondade tem um sexto sentido. As pessoas boas identificam pessoas boas.

A maldade, por outro lado, não tem qualquer sentido, e as pessoas más e negativas ficam com o que sobra, com os amigos de ninguém.

Os amigos também têm um sexto sentido para as dificuldades dos amigos. Quando você está em dificuldade, eles aparecem.

Há quem diga que é uma Força Superior os envia. Podemos dizer que sim, e sabemos que isso acontece com freqüência.

É bom saber que não estamos sós, e o melhor e saber que estamos bem acompanhados.

Beco

Seja você mesma.

O melhor papel que você pode desempenhar é de você mesma.

Seja uma pessoa autêntica e genuína.

As pessoas são diferentes. Diferentes temperamentos fazem com que as pessoas ajam e assimilem as coisas de maneira diferente. Há pessoas de todo tipo, introvertidas, objetivas, sentimentais. Seja você mesma.

Faça um exercício ou testes para perceber melhor como você é de fato. Uma vez internalizada a sua personalidade. Seja você mesma, não se violente de graça.

É claro que algumas vezes temos que agir fora do nosso script, mas apenas ocasionalmente. Rechace scripts que não coadunam contigo.

Somos muito impulsionados para atuar de maneira adversa ao nosso estilo e ferindo a nossa personalidade.

Quando isso ocorrer, faça como os gregos. Use a persona, aquela mascara do teatro e faça o melhor que puder.

Não quero dizer que aja com falsidade, mas ensaie bem e desempenhe o papel, sabendo de antemão que aquilo não é você.

Temos um desgaste enorme tentando ser aquilo que os outros querem que sejamos.

Somos o que somos, e somos bons nisso. Temos muitas qualidades autênticas que temos que alardear. Temos muitos pontos fortes que nos colocam em destaque sem que precisemos fingir ou forçar a barra.

Pegue um dia bem típico e faça um balanço de quanto tempo você atua sendo você mesma, e quanto tempo você desempenha papéis ditados pelos outros.

Se pesar mais pelos papéis dos outros, pode estar aí a sua baixa auto-estima e o seu sentimento de pouca valorização.

Ter o nosso comportamento ditado pelos outros, nos coloca de novo na esteira hedônica, correndo atrás do próprio rabo.

Seja você mesma.

Beco

Se empenhe em ser uma pessoa melhor.

Temos o péssimo costume de nos preocuparmos mais em julgar e corrigir os outros, do que refletir sobre as coisas que podemos melhorar em nós mesmos.

Sempre que você estiver em vias de corrigir uma pessoa, se concentre na sua vida, se concentre em algo que você quer se aprimorar, exercite uma coisa de cada vez.

Como já comentei uma vez, a vida é muito curta para ficarmos desperdiçando, tentando viver a vida dos outros.

A outra face dessa mesma moeda, é ficar moldando a sua vida à vontade dos outros, guiada pela opinião dos outros.

Fazemos isso quando vamos a lugares que não gostamos porque os outros estão indo. Comemos o que não gostamos porque é fino e está na moda – sem contar que pagamos caro por isso.

Nos vestimos desconfortavelmente, gastamos o que não temos por uma roupa da moda – e sequer ficamos mais elegantes.

Isso é uma bola de neve.

É um ciclo vicioso – é a velha esteira hedônica – inconsciente.

É fácil notar quando você e os seus amigos estão todos rodando no piloto automático.

Observe um encontro casual, onde se fala de tudo, se coloca a conversa em dia, e contam as novidades.

Observe se os assuntos são: fofocas de terceiros – falar mal dos outros – coisas materiais que compramos, alguém comprou ou pretendemos comprar.

Quando isso acontece, é sinal que ninguém está vivendo a vida de verdade. Ninguém tem nada pra contar de profundo, existencial, bonito, verdadeiro – é tudo um verniz social.

Isso tem remédio.

 O brilhante Leo Babauta, no seu blog Zen Habits, publicou um resuminho das suas recomendações – Manual para a vida. Escolhi algumas (de 52 recomendações) que têm a ver com o que falamos hoje.

6- Encontre alguma coisa que você ama fazer. Faça.

16-Qual a vida que você deseja? O que você gostaria de fazer todos os dias?

24-Desenvolva relacionamentos íntimos – não tenha apenas relacionamentos superficiais.

Faça vários momentos de reflexão sobre os seus objetivos na vida, e procure sair dos planos puramente materiais – casa nova, melhor emprego – dinheiro no banco.

Reflita sobre a pessoa que quer ser.

Reflita sobre o mundo que você quer viver.

Reflita sobre as coisas que te faz feliz.

Leve os seus pensamentos, suas decisões e suas ações nessa direção.

Não tem erro.

Beco