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Meus erros, meus professores

Tenho que me esforçar para aprender com meus erros, do contrário vou ser obrigado a repeti-los. Assim como na escola, quando repetimos de ano e somos obrigados a repassar as mesmas lições. Os erros representam os nossos professores que nos procurarão insistentemente até que aprendamos o que está sendo ensinado.

Detesto cometer os mesmos erros, e para isso, tenho que aprender, não só a identificá-los e reconhecê-los, mas a aprender a lição que neles vêm embutidos.

Cair sete vezes, se levantar oito

Não importa quantas vezes você vai cair, ao final, procure estar sempre de pé, encarando a vida de frente.

O ditado japonês que gosto de repetir – cair sete vezes, se levantar oito – significa que sempre você estará de pé, não importante quantas vezes a vida te coloque para baixo.

A vida é assim mesmo, e ela tem a capacidade de nos colocar de joelhos, mas a nossa tarefa é se levantar e seguir adiante, sem reclamar, pois ninguém recebeu mais problemas que a sua capacidade de resolver.

As adversidades moldam o caráter, e cada uma delas guarda lições que temos que aproveitar.

Muito feio para admitir.

Às vezes acontece de nos sentirmos envergonhados por algo que fizemos, e não conseguimos admitir que fizemos tal coisa. Mentimos, manipulados, tentamos enganar os outros e a nós mesmos.

Como nos ensinou o prof. Daniel Wegner da Universidade de Harvard, quanto mais tentamos não pensar em uma coisa, mais ela não sai da nossa cabeça, e esse fenômeno mental perverso acaba nos prejudicando.

Enquanto ficamos lutando contra o incidente, mais ele fica martelando na nossa cabeça.

Temos que deixar ir, fazer as pazes com o passado, admitir, mesmo que seja uma coisa de que nos envergonhamos.

Se temos como corrigir, consertar, se desculpar, devemos fazer logo, pois isso vai aliviar as nossas emoções negativas.

Falhar não é divertido.

Falhar não é divertido, pois traz um sentimento de contrariedade, arrependimento, culpa e provoca um estresse nada confortável.

Por outro lado, uma vida sem falhas pode ser desastrosa. Temos que falhar para aprender, e queremos evoluir, nos tornar uma pessoa melhor, mais capaz e resiliente.

Na verdade, devemos errar mais para acertar mais. O sucesso está na quantidade de falhas, pois elas prenunciam o sucesso. Mas tem uma pequena pegadinha: temos que aprender com as falhas, do contrário estaremos condenados a cometer as mesmas falhas indefinidamente.

Quem insiste em olhar onde caiu, sem colocar atenção onde tropeçou, vai cair sempre no mesmo lugar.

Aprenda a falhar.

Aprenda a falhar. Como sempre digo – erramos para não errar. Quem não aprende a falhar, falha em aprender.

Quando não aprendemos com as nossas quedas, corremos o risco de repetir a queda no mesmo lugar.

Erros e falhas são palavras que detestamos articular, mas temos que aceitar as falhas simplesmente como eventos que produziram resultados diferentes daqueles planejados, e nem sempre representa uma catástrofe em nossas vidas.

Aceite os erros sem se culpar, afinal, cometer erros não te faz uma pessoa errada. Simplesmente porque você é capaz de aprender com os erros e não repeti-los no futuro.

Não fique amedrontado com a possibilidade de falhar, pois isso pode te imobilizar.

A energia das desculpas.

Atenção para o poço de energia das desculpas. A energia que gastamos para construir uma boa desculpa deveria ser utilizada para agir, seguir em frente. Errar é humano. Temos que levantar a cabeça e seguir em frente, com as lições aprendidas.

Quando digo energia, é fundamentalmente a energia mental, pois as soluções para os nossos problemas não estão nas desculpas que construímos para explicar os nossos erros e fracassos.

No fundo, já sabemos onde erramos, mas pensamos em construir as desculpas totalmente voltadas para os outros, o que os outros pensam, como vão me julgar e criticar.

Não há garantia de que vai dar certo.

Nem tudo é garantido, e não sabemos se aquilo que estamos fazendo vai dar certo.

Mas a imprevisibilidade é o que nos faz fortes, lidando com situações inesperadas.

É claro que temos que planejar e prever o máximo de contingências, mas não dá para cobrir tudo, e a vida é pródiga dessa maneira.

Se examinarmos o nosso passado, somos capazes de identificar inúmeras situações onde as nossas expectativas foram frustradas.