Equilíbrio Posts

Os punhos fechados.

Quando estamos com os punhos fechados não podemos nem dar nem receber qualquer coisa.

Dessa maneira, não podemos sequer cumprimentar uma pessoa.

A nossa atitude fechada nos afasta das pessoas, dos relacionamentos, e a nossa mente pode assumir esse modo destrutivo sem que percebamos.

Pensamos estar interagindo com as pessoas, mas sequer estamos ouvindo o que as elas estão dizendo.

Pessoas contam histórias e não estamos interessados, e a nossa vontade é apenas contar a nossa própria história.

É fácil perder a perspectiva.

É muito fácil perder a perspectiva do problema que estamos tratando. De repente estamos olhando pelo ângulo errado, e podemos desenvolver uma imagem destorcida da realidade, das circunstâncias.

Perdemos parte da visão, e tudo transcorre como se eventos críticos ocorressem no ponto cego da nossa visão. Tal ponto existe, mesmo fora da situação de direção, carro e retrovisor.

A resposta que vem de dentro.

Tenho que perguntar a mim mesmo se estou confortável com as escolhas e as soluções que estou em vias de prosseguir.

Por mais que tentemos racionalizar as decisões, muito do que deve ser levado em conta, diz respeito à intuição. É aquilo que está sendo dito pelo coração.

A nossa intuição, muito mais do que uma sensação inexplicável de conforto e desconforto, o certo e o errado sentido pelos poros, é na verdade baseada na nossa experiência pregressa.

Aquilo que experimentamos e aprendemos ao longo da vida, é chamado a opinar acerca das situações. É instado a emitir um parecer que nem bem sabemos de onde vem, e porque é desta maneira.

A mordida não pode ser desmordida.

Quando somos mordidos por uma cobra, sentimos a picada, a dor, mas não morremos pela mordida.

Por outro lado, o desdobramento da mordida, que é o veneno da cobra que circula no nosso corpo, este sim, vai provocar um dano, que pode ser a sua morte.

Não podemos desmorder a mordida, mas podemos tratar o veneno e neutralizá-lo.

Assim acontece com a dor imposta por outrem. Sentimos a dor e os efeitos imediatos dos maus tratos, mas os efeitos que se seguem estão por nossa conta.

Sofremos mais do que precisamos.

É fato que sofremos mais do que precisamos.

O sofrimento faz parte da vida, vem com o pacote completo e é um ponto comum da condição humana, mas temos por costume sofrer mais que prescrevem os fatos e circunstâncias da nossa jornada.

Sofremos muito com o passado, pois ainda não aprendemos a nos desligar das coisas ruins que ocorreram, e toda vez que relembramos, o fazemos com rancor e arrependimentos.

Quando olhamos para o futuro, o medo toma conta das nossas predições, e logo, catástrofes dramáticas tomam conta do filminho que rodamos da nossa vida lá na frente.

O que fazer?

Atalho para o crescimento pessoal.

Estamos todos nessa empreitada de crescimento pessoal. Queremos todos ser uma pessoa melhor a cada dia. Não consigo me lembrar de ninguém que tenha me dito que o seu objetivo é piorar um pouco a cada dia.

No entanto, estar compenetrado nessa jornada é um tanto difícil, especialmente quando tratamos das outras pessoas.

Temos um péssimo hábito de apontar para os outros, atalhos que devem seguir para o próprio crescimento pessoal.

Parece o jogo dos sete erros. Mal olhamos para outrem e somos capazes de apontar sete defeitos.

A equanimidade tão desejada.

Equilibrar a mente para afastar a ansiedade e o sofrimento, essa equanimidade tão necessária.

É bom neutralizar um pouco esse nosso ímpeto ancestral de aumentar os problemas ou mesmo enxergar problemas onde eles simplesmente não existem.

Não devemos nos deixar sequestrar pelas preocupações excessivas com o futuro.