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Uma vida calma

Uma vida calma

O nosso cotidiano anda mesmo impossível, e agora com as redes sociais, as pessoas ficam neuróticas tentando responder a tempo todas as inquirições. Difícil mesmo estar atento permanentemente e se atualizar sobre tudo e principalmente sobre todos.

Mas temos que encontrar a calma no cotidiano, iniciar o dia de modo tranquilo, ajustando o diapasão para uma paz interior.

Sei que é difícil para quem já começa o dia freneticamente no malabarismo das tarefas do lar, o início da jornada de trabalho e um longo trafego para enfrentar.

Procure alguns poucos minutos de calma no café da manhã, mesmo que isso signifique acordar dez minutos mais cedo. Uma caminha curta, mas num ritmo tranquilo, sem ruído, sem celular, pode ser um início de dia mais sereno. A mesma caminhada feita no final do dia pode ser revigorante, depois de um dia estressante.

O detalhe é importante

O detalhe é importante, e quando fazemos tudo na correria, deixamos de perceber detalhes que podem fazer a diferença na nossa vida.

O cotidiano nos prega peças, especialmente quando passamos correndo pelas tarefas e etapas do nosso dia. Em cada momento, há detalhes primorosos que marcam a nossa caminhada, e na velocidade, não vamos perceber.

Saia do piloto automático. Não despreze os detalhes, pois neles estão as dicas para o que vem pela frente. Como um pássaro que avisa de um perigo, ou um inseto que prenuncia a proximidade de um rio.

A vida guarda muitas surpresas, na maioria das vezes agradáveis, mas temos que sair um pouco dessa correria.

Pronto para aproveitar a vida.

A vida é como uma canção bonita. Alguns versos tocam o coração, o refrão que se repete, uma dissonante que dá um leve estresse. Por isso tudo o conjunto melodioso prende a nossa atenção, nos dá satisfação, mesmo quando o compasso é uma repetição.

A vida cotidiana é assim, acordamos, vamos trabalhar no mesmo lugar, na maioria das vezes para dar continuidade ao que iniciamos outro dia, mas sempre nos surpreendemos com novidades. O mesmo acontece na vida familiar, os filhos, a casa, os cachorros, tudo parece igual, mas certamente diferente, e estamos sempre aprendendo algo novo.

O isolamento que devemos evitar.

Às vezes nos sentimos como um órfão depois da guerra.

Os problemas chegam enfileirados e deixam a nossa casa emocional destroçada. Nos sentimos sós, abandonados e acabamos nos isolando mais – temos que evitar isso.

Não podemos ser ajudados se procuramos o isolamento.

Pensamos que o nosso problema é único, mas quando saímos do isolamento, aprendemos que muitos padecem do mesmo problema, e a troca de experiências é um recurso valioso para sair da crise.

Não estrague o jantar.

O jantar deve ser regado com conversas agradáveis, comentários sobre a comida, alegria e bom humor.

Temos que evitar ao máximo estragar o jantar com conversas desagradáveis e assuntos conflitantes e histórias de desavenças.

Falar mal dos outros durante o jantar é jogar insetos infectados no prato que comemos. Temos que evitar o máximo.

Não estrague o seu jantar pode servir como uma metáfora também para os encontros de familiares, reunião de amigos ou mesmo uma reunião de trabalho.

A era da distração.

Diz Leo Babauta que vivemos a era da distração, e ele escreveu um livro com o título de FOCUS, e que coloca gratuitamente no seu blog Zen Habits, livre de direitos para quem quer que seja, e que trata muito bem desse tema.

Embora insistam em chamá-la de era da informação, diz Babauta que é melhor mesmo chamá-la de era da distração.

Nunca tivemos um ambiente que nos tira tanto o foco das coisas simples e importantes como este criado pelo mundo moderno.

É muita coisa competindo pela nossa atenção. Somos inundados até o pescoço por demandas que nos obrigam a ser indivíduos multitarefas.

E chegamos a esta situação sem se dar conta.Veio tudo de repente, de todos os lados.

Virou um modo de vida, e não conseguimos nos livrar disto.

Se você está criando, inovando, decidindo, você não pode estar inundado até o pescoço, sem qualquer espaço para o novo, para o inesperado.

É preciso focalizar, estar focado naquilo que está fazendo, sem as mil e uma distrações.

Isso vale para executivos, professores, inventores, enfim para praticamente todo mundo.

Como ficar mais focado e não tão distraído?

Separe um pouco o seu dia. Crie espaço para ficar desconectado e mais focado.

Tenha um tempo para criar – não deixe a distração tomar conta do seu cotidiano dia e noite.

Saia da linha de tiro e do bombardeio das informações.

Temos que descansar. Precisamos de retiro, de serenidade. Precisamos de desconexão. Simplesmente pare, respire, aprecie.

Não se deixe interromper.

Você pode ler, refletir, meditar.

Você pode sair um pouco de casa, caminhar, se conectar com pessoas.

Deixe o celular em casa e saia.

Mesmo no tempo que estiver conectado, reduza a sua exposição à enxurrada de informações.

Não saia navegando por tudo – focalize – reduza o seu tempo de exposição.

Reduza o fluxo de distração que te atinge.

Aprenda a apreciar o fazer nada – pare por alguns momentos.

Aprenda a lidar com aquilo que você chama de tédio.

Vá mais devagar, faça menos coisas.

Vá a menos encontros e reuniões.

Dê mais tempo para si próprio.

Reduza os compromissos.

Aceite a vida naturalmente.

Se comporte mais como a água, fluindo sem esforço, contornando obstáculos, calma, mas poderosa.

Reduza suas atividades e suas prioridades.

Concentre-se no que está fazendo.

Simplifique a vida.

Simplifique seu trabalho.

Aprenda a dizer não.

Aprenda a fazer menos coisas.

Focalize em algo fantástico, algo que você adora.

Se desconecte do trabalho.

Se conecte consigo mesmo.

Beco

Quando estiver triste – não rumine.

Quando estamos tristes, temos uma tendência a nos afundarmos na tristeza. Quanto mais tempo passamos nessa situação, mais temos dificuldades de sair dela.

Quando você sentir a tristeza chegando, reconheça-a, aceite-a, mas procure uma maneira sutil de mantê-la à uma distância segura.

Uma boa receita é procurar  alguma coisa produtiva para fazer. Comece a preparar o jantar. Arrume o armário. Limpe o jardim. Isso pode não resolver a tristeza, nem a causa da tristeza, mas vai te deixar mais satisfeito, simplesmente por te fazer produtivo, e vai te distrair para as coisas do seu mundo real.

Procure uma atividade quase que mecânica, e ao mesmo tempo agradável. Não busque coisas sofisticadas e que exijam uma concentração mental acentuada. Isso pode ser um gatilho para o retorno dos pensamentos tristes.

Pare de argumentar consigo próprio, pois isso aumento o processo de ruminação.

Reconheça que a mente está entrando num processo circular e procure uma distração para sair disso.

Quando estiver mais confiante sobre o controle que adquiriu para parar o processo, passe a desafiar a si próprio nas convicções negativas, substituindo-as por convicções positivas.

Pensar nos problemas é sem dúvida o primeiro passo para resolvê-lo, mas você precisa saber identificar o processo de ruminação quando ele se inicia.

Normalmente pensamos em nós como vítimas, pensamos nas situações como um caos completo, e magnificamos os problemas para que eles se encaixem no cenário da ruminação.

Aprenda a identificar quando a peça teatral da ruminação começa a ser encenada.

Simplesmente aplique a palavra – PARE.

Observe o seu comportamento como quem está de fora.

Compartilhe os pensamentos com alguém, que pode te aplicar o PARE quando você não está enxergando a ruminação.

A ruminação é uma conversa chata consigo mesmo em cima de um mesmo assunto chato e negativo.

O pior é que esse processo circular não te leva para ação e para resolver o problema.

Como sair dessa?

Se permita interromper esse pensamento circular.

Passe adiante.

Beco