Devoção Posts

O primeiro beijo é mágico e o segundo…

O primeiro beijo é mágico e o segundo…

Dizem os estudiosos que explicam a adaptação hedônica que o primeiro beijo é mágico, o segundo é íntimo e o terceiro é rotina. O ser humano tem a capacidade de se adaptar a tudo, coisas boas e ruins. Essa capacidade provoca uma letargia aos relacionamentos amorosos, que em muitos casos acaba em infidelidade.

Uma história positiva para contar.

Ao visitar alguém, tenha sempre engatilhada uma história positiva para contar. Leve alegria, procure contagiar as pessoas, e peça também por boas notícias.

Você vai ficar com a mente calibrada para fixar o positivo.

Se a outra pessoa engatar num rosário de coisas ruins, fofocas da vida alheia, use algum artifício para derivar para boas notícias. Percorra histórias positivas, sejam de pessoas conhecidas quanto desconhecidas.

Há sempre alguém do seu conhecimento que fez alguma coisa interessante, conseguiu realizar um sonho, e vale a pena contar essa história.

Um dia melhor.

Se determine a transformar o dia de hoje, num dia melhor do que você próprio imaginou.

Faça algo que inesperadamente pode dar um toque especial no seu cotidiano – use a imaginação – recorra às coisas que gosta na sua memória – recupere algum projeto esquecido.

Temos o péssimo costume de procrastinar mesmo quando sabemos que aquilo que adiamos pode nos trazer bem estar.

A devoção.

A semana passada, seguí a recomendação de um amigo e comprei o livro Devoção, que conta a epopéia de Dicky e Rick Hoyt nas competições, corridas e maratonas.

Cheguei ao aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro, fiz o check-in e me sentei para iniciar a leitura.

Embarquei no avião e segui lendo. Quando o avião tocou o solo no meu destino, Brasília, estava lendo as ultimas frases, na verdade uma carta de Rick para seu pai Dicky.

Eu, como muitos, já havia assistido o vídeo deles no Youtube, mas ler o relato do pai, uma experiência de vida, de entrega e devoção, foi algo muito emocionante. 

Aprendemos sempre que as adversidades e as árduas provas que a vida nos impõe, nos tornam pessoas melhores, e nos capacitam para ser feliz a despeito de tudo.

Ao terminar a leitura do livro, fiquei com algumas perguntas que quero compartilhar com vocês:

Porque reclamamos de tanta coisa pequena?

Porque damos importância para tanta coisa sem importância?

Porque fazemos corpo mole para coisas importantes, e que requerem pouco esforço de nossa parte?

Dicky Hoyt nos dá um exemplo de grandeza indescritível, de devoção de um pai ao filho, este, acometido de tetraplegia espasmódica, um vegetal, na definição os próprios médicos.

O livro conta a epopéia de um pai na luta para colocar o filho na escola, para desenvolver qualquer tipo de comunicação, de criar o filho deficiente juntamente com outros dois filhos normais num ambiente pleno de compaixão, amizade, admiração e perseverança.

A luta por realizações nada normais até para pessoas normais foi uma longa jornada por mais de 1000 competições e maratonas incluindo triátlon e ironman.

A busca de Dicky foi de superar os seus próprios limites para permitir que o filho superasse os seus limites, e superar também as expectativas que o mundo tem de um indivíduo com severas limitações físicas.

Conjugar a carreira militar em tempo integral e um segundo trabalho para dar conta das despesas de casa e a vida complexa de competições, mostraram o pai, um super homem, um indivíduo com uma capacidade física, mental e emocional como poucos.

A carta de Rick, o filho, para seu pai, encerra o livro que vale a pena ser lido. Nessa carta, Rick expressa a gratidão por tudo que o pai fez por ele, e pela inspiração que eles dois puderam representar para tantos pais e filhos.

Deixa Rick, duas frases finais:

Sim, você pode.

Nunca desista.

Beco