Desconforto Posts

Se morder a língua morre envenenado.

Porque temos que ter tanto pensamento ácido na ponta da língua. Assim vamos morrer envenenados se mordermos a própria língua.

Alguns escritos religiosos comentam que o golpe da língua quebra os ossos, de tão forte que é.

Para o nosso próprio bem, temos que moderar bastante aquilo que falamos de outras pessoas. Especialmente aquilo que falamos pelas costas.

Os outros podem discordar.

É uma luta lidar com opiniões contrárias.

Acredito que seja para mim uma aprendizagem sem fim, um passo de cada vez.

Sempre tive essa deficiência de me achar o sabichão, e procuro elaborar bem as minhas ideias. Mas quando recebo opiniões contrárias, a minha mente entra em alta rotação. Procuro intensamente melhorar essa minha característica.

Não sou dos piores, mas estou muito longe do que chamo de mente aberta.

Uma calma desconcertante.

Impressionante é a calma que experimentamos quando passamos a cuidar mais de si mesmo, deixando de lado aqueles problemas que não são da nossa conta.

Paramos de querer controlar a vida dos outros, abandonamos a ideia de que somos poderosos, braço direito de Deus, aquele que é responsável por tudo que não tem responsável nesse mundo.

Quando deixamos de lado tantas atribuições que não são nossas, realmente vem uma calma desconcertante, e temos que aprender a lidar com isso.

Não é que sentimos falta da loucura que havíamos criado para nós mesmos.

Aquilo que me falta.

Hoje sei que não devo ficar obcecado por aquilo que me falta. Acho que a vida ainda vai me oferecer muitas graças.

Me mudei para uma casa metade do tamanho da anterior, e me falta um bocado de espaço para guardar a bagunça.

Já dei fim em muita coisa, mas ainda assim, caminhamos no meio de caixas.

Preciso focar naquilo que tenho e deixar de lado, pelo menos um pouco, aquilo que não tenho, ou aquilo que perdi.

Sofremos mais do que precisamos.

É fato que sofremos mais do que precisamos.

O sofrimento faz parte da vida, vem com o pacote completo e é um ponto comum da condição humana, mas temos por costume sofrer mais que prescrevem os fatos e circunstâncias da nossa jornada.

Sofremos muito com o passado, pois ainda não aprendemos a nos desligar das coisas ruins que ocorreram, e toda vez que relembramos, o fazemos com rancor e arrependimentos.

Quando olhamos para o futuro, o medo toma conta das nossas predições, e logo, catástrofes dramáticas tomam conta do filminho que rodamos da nossa vida lá na frente.

O que fazer?

O estresse que criamos.

Padecemos com o estresse que criamos nós mesmos. Temos muito tempo vago para inventar maneiras de infernizar a vida dos outros e a nossa própria.

Temos que fazer aquela pergunta toda vez que estamos prestes a criar um evento de estresse: até que ponto isso é importante?

Muita coisa sem qualquer importância, acaba se transformando num cavalo de batalha por conta do nosso comportamento explosivo.

O mundo é perigoso, às vezes. Por outro lado, temos uma tendência ancestral, que está no nosso DNA, de ver mais perigo do que realmente existe.

Não abuse da boa vontade.

Não abuse da boa vontade dos outros e tampouco deixe que abusem da sua boa vontade.

As mulheres em especial, reclamam muito desse tipo de comportamento. Dizem os cientistas que elas foram desenvolvidas para gerar, cuidar e amar incondicionalmente, e quando essa atitude se estende para outros relacionamentos, pode ocorrer o abuso.