Defeitos Posts

Jogando fora o que não me serve.

Tenho que me livrar da prepotência e de tudo que não me serve.

O que não me serve, certamente está me atrapalhando, e vejo hoje o quanto é difícil abandonar velhos hábitos.

Não quero ter só a preocupação de abandonar, mas também de não pegar de volta. Tenho que manter uma distância adequada e resistir à tentação de pegar novamente.

Não gosto de me mostrar o dono da verdade, o sabichão, mas com frequência me vejo representando esse papel.

O perdão para mim mesmo.

Tenho que abrir as portas do perdão para mim mesmo.

Parece uma coisa fácil essa coisa de perdão, mas aprendi que é cuidadosa, delicada e exige prática.

Especialmente quando falamos de perdoar a si próprio, aí então que a questão é mais trabalhosa.

Quando praticamos o perdão, perdoando outras pessoas, parece que o distanciamento e até o esquecimento do ocorrido nos facilita o desligamento.

Goste da pessoa que você está se tornando.

É uma busca permanente essa questão do crescimento pessoal.

Vivo refletindo sobre se ver livre dos meus defeitos e desenvolver as virtudes que valorizo, e assim me tornar a pessoa que quero ser.

Me lembrei da citação de Michelangelo que disse que ela não fazia a escultura pois ela já estava lá no bloco de mármore. Ele apenas retirava o material em excesso que não fazia parte da escultura.

Me ocorreu que o crescimento pessoal tem um semelhança.

Nós vamos retirando aquilo que não faz parte do indivíduo que queremos ser.

Compreender sem julgar.

Impossível compreender o outro quando entramos logo no modo de julgamento.

A pessoa mal começou a contar sobre as coisas que não deram certo para ela e eu já faço meu diagnóstico – é mesmo incompetente.

A amiga comenta que o marido está tendo um caso – deve ser porque não encontra carinho em casa.

O outro me conta que foi demitido – deve ser um relaxado, preguiçoso.

O desconhecido briga com a caixa no supermercado – deve ser um infeliz, apanha da mulher.

Com pena de si mesmo.

Sentir pena de si próprio é um negócio bem estranho.

Por um lado é um hábito negativo de querer chamar atenção para o coitadinho, o esquecido de todos.

Por outro lado é o egocentrismo de querer ser o centro das atenções, ainda que por razões desprezíveis.

Num extremo, aquele que desenvolve esse tipo de comportamento, deve procurar ajuda profissional, mas todos temos um pouco disso, mesmo que tenuamente.

Não faça inventário dos outros.

Somos mestres em identificar defeitos nos outros.

Nós mesmos, somos perfeitos. Não merecemos qualquer reparo ou correção.

Os outros são seres imperfeitos que dispenderão uma vida ou muitas para se tornar alguém.

Quando faço um inventário dos meus defeitos e das coisas erradas em mim que quero consertar, acabo relacionando as coisas das outras pessoas.

Desenvolva o oposto.

Temos sempre uma disposição para trabalhar e desenvolver alguma qualidade que nos falta.

Temos a mesma disposição para nos livrar de algum defeito que nos acompanha há muito tempo.

Mas nem sempre é fácil identificar uma coisa ou outra.