Defeitos Posts

Um pouco de remorso é suficiente.

Não devemos viver embebidos em remorso e arrependimentos.

A vida já é dura sem ter que carregar o peso da culpa.

Mas um pouco de remorso é necessário, e nos coloca no caminho para desfazer alguns erros, pedir desculpas.

Devemos consertar o que erramos sempre que possível.

Muita coisa merece e pode ser reparado.

Não culpe o pé de alface.

Não culpe tudo e todos.

Não culpe tudo e todos. Plantamos um pé de alface, e algo não vai bem, e a planta não progrediu conforme esperado.

Você sabe muito bem que não deve culpar o pé de alface. Mas sim analisar as causas fundamentais para que o cultivo não tenha saído a contento. Analisadas as causas, é possível resolvê-las uma a uma, e no final, o alface vai se apresentar apetitosa para a sua salada.

Na vida cotidiana, espalhamos a culpa a torto e a direito. Agimos como se fosse produtivo culpar o pé de alface, foi a lição que aprendi com o monge Thich Nhat Hanh.

Culpamos o carro por ter quebrado, culpamos a chuva pelo vazamento no telhado, e culpamos o cachorro por ter sujado a sala de estar.

Um olhar treinado para enxergar.

Podemos achar que estamos enxergando tudo, afinal é o que diz o nosso médico, mas o nosso olhar pode estar precisando de um treinamento para enxergar a beleza da vida nos seus mínimos detalhes.

É possível ter o olhar calibrado para o materialismo e o imediatismo e perdemos a capacidade de enxergar um futuro brilhante, as possibilidades e as oportunidades para construir uma rede de significados na nossa vida.

A inveja é um tormento.

A inveja é um tormento para todo mundo. É péssimo quando somos inibidos de contar as boas novas, com o receio de despertar a inveja nos outros. A inveja é sobretudo, um tormento para o invejoso,  devemos a todo custo evitar tal sentimento.

A comparação com os outros sempre abre o caminho para a inveja, prepara o terreno para que ele possa germinar.

Evite a comparação, simplesmente experimentando a satisfação pela outra pessoa ter, mesmo que você não tenha.

Corte a inveja pela raiz, e não deixe que ela se manifeste nem na menor proporção.

Algumas dicas que podem funcionar para você.

O apego ao que somos.

Quando nos apegamos demasiadamente ao que somos hoje, nos afastamos da possibilidade de ser a pessoa que desejamos ser.

Temos que crescer e evoluir, mas para isso temos que abandonar alguns defeitos que temos hoje.

Os defeitos funcionam como os sapatos velhos, confortáveis e perfeitamente ajustados a nós mesmos. Temos uma dificuldade de abandonar, nem tanto pelo apego, mas já nos acostumamos à pessoa que somos.

Especialmente com a idade, desenvolvemos a atitude de que: “estou muito velho para mudar”.

Mas isso não acontece só com os velhos, pois muita gente envelhece ainda jovem, mente fechada, intolerância e teimosia.

Erros de outros não justifica os meus.

Não devemos utilizar os erros alheios para explicar os nossos próprios erros.

Às vezes repetimos o que está errado simplesmente porque os outros já estão procedendo dessa maneira.

Fazemos isso por preguiça, assim como os outros. Dá um pouco de trabalho fazer certo.

Muitas vezes agimos imitando os outros, como verdadeiros robôs, sem inteligência, sem reflexão, apenas para se conformar, agir conforme o grupo e ir com a corrente.

Quero fazer a minha parte.

Luto para descobrir a minha responsabilidade, e quando descubro, não abro mão de fazer o que tem que ser feito.

Não quero assumir a tarefa dos outros e nem quero impor a minha vontade sobre as ações e iniciativas dos outros.

Cada um conduz a vida de acordo com os seus projetos, desejos e necessidades. Quero abandonar de vez esse defeito de imaginar que o meu olhar é o jeito correto de ver as coisas.

Há sempre o estresse de querer fazer mais do que é o adequado, especialmente quando se trata de coisas que não temos qualquer controle.