Culpa Posts

Deus não é terrorista.

Fazemos coisas muito erradas e nos revoltamos com os resultados indesejáveis.

Nada disso é obra de Deus. Afinal, Deus não é terrorista, aprontando a torto e a direito contra algumas pessoas.

Deus é misericordioso, capaz de perdoar, mas certamente acha conveniente que soframos os efeitos dos próprios atos.

Fazemos coisas erradas, delinquimos e atentamos contra a própria saúde, e o resultado não pode ser diferente de um verdadeiro desastre.

Não culpe as circunstâncias.

Não culpe as circunstâncias pelos seus fracassos ou resultados negativos.

Elas são parte da sua realidade e você tem que aprender a lidar com elas.

Enquanto culpamos as circunstâncias, não criamos as condições para que elas mudem e nos favoreçam.

O mundo que nos cerca é moldável, e temos que exercer esse poder que temos, para construir as situações que nos são favoráveis.

Não culpe o pé de alface.

Não culpe tudo e todos.

Não culpe tudo e todos. Plantamos um pé de alface, e algo não vai bem, e a planta não progrediu conforme esperado.

Você sabe muito bem que não deve culpar o pé de alface. Mas sim analisar as causas fundamentais para que o cultivo não tenha saído a contento. Analisadas as causas, é possível resolvê-las uma a uma, e no final, o alface vai se apresentar apetitosa para a sua salada.

Na vida cotidiana, espalhamos a culpa a torto e a direito. Agimos como se fosse produtivo culpar o pé de alface, foi a lição que aprendi com o monge Thich Nhat Hanh.

Culpamos o carro por ter quebrado, culpamos a chuva pelo vazamento no telhado, e culpamos o cachorro por ter sujado a sala de estar.

Apagar e escrever.

Escrever a vida também é um ato de apagar algumas coisas. A mesma mão que apaga também escreve, li outro dia.

Devemos ser capazes de passar uma borracha nas coisas negativas do passado, ao mesmo tempo que nos permitimos escrever os momentos alegres do presente.

Nos liberamos da tristeza e dos arrependimentos e nos abrimos para apreciar a vida, em cada momento.

Sem o estresse de imaginar o que vai acontecer lá na frente, ou em toda a jornada, garantimos a serenidade suficiente para enxergar a beleza do que estamos fazendo exatamente agora.

O perdão me libertou.

Me libertei das amarras que me impediam de crescer, e o perdão foi a chave dessa libertação.

Por longo período me culpei e culpei os outros por tudo aquilo que me foi privado.

A carreira, a profissão, o sucesso financeiro e tantas outras expectativas não totalmente sucedidas, me empurravam para algum tipo de culpa, e o meu divertimento foi culpar a todos por cada uma das divergências da vida.

A pratica do perdão foi uma liberdade que me proporcionou um bem estar enorme.

Não tenho que me sentir culpado.

Sei que não que me sentir culpado por tudo que acontece.

Quando olhamos para os nossos erros do passado, temos uma tendência natural, mas equivocada, de julgar a si mesmo com enquadre e a perspectiva atual.

Somos hoje, diferentes do que éramos no passado quando eventualmente falhamos ou não fomos capazes de dar o melhor encaminhamento aos problemas da época.

Escreveu Paulo Coelho para o G1 em 21 de maio de 2013:

Não abuse da boa vontade.

Não abuse da boa vontade dos outros e tampouco deixe que abusem da sua boa vontade.

As mulheres em especial, reclamam muito desse tipo de comportamento. Dizem os cientistas que elas foram desenvolvidas para gerar, cuidar e amar incondicionalmente, e quando essa atitude se estende para outros relacionamentos, pode ocorrer o abuso.