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Se imagine no futuro e escreva uma carta para você mesmo

Se imagine no futuro e escreva uma carta para você mesmo

Sempre digo que o melhor conselheiro para você é você mesmo

Uma experiência fantástica que pratico, e que tenho recomendado para muitos amigos e familiares. É escrever para si mesmo em épocas diferentes.

Quando completei 50 anos, escrevi uma carta do futuro – eu com 80 anos escrevendo para mim mesmo no presente.

10 conselhos de quem chegou aos 116 anos

10 conselhos de quem chegou aos 116 anos

Jiroemon Kimura viveu no interior do Japão, e segundo consta, ao morrer com 116 anos, se tornou a pessoa mais idosa do mundo. Em uma de suas últimas entrevistas, um ano antes da sua despedida, ele deixou os 10 conselhos para se viver bem, que transcrevo aqui resumidamente.

Uma história positiva para contar.

Ao visitar alguém, tenha sempre engatilhada uma história positiva para contar. Leve alegria, procure contagiar as pessoas, e peça também por boas notícias.

Você vai ficar com a mente calibrada para fixar o positivo.

Se a outra pessoa engatar num rosário de coisas ruins, fofocas da vida alheia, use algum artifício para derivar para boas notícias. Percorra histórias positivas, sejam de pessoas conhecidas quanto desconhecidas.

Há sempre alguém do seu conhecimento que fez alguma coisa interessante, conseguiu realizar um sonho, e vale a pena contar essa história.

Não é nada pessoal.

Observamos a montanha, majestosa e devemos mirar no seu exemplo quando se trata de enfrentar as adversidades da vida.

É uma metáfora muito boa.

Ela é bombardeada milhões de vezes pelos ventos, tempestades, granizo, e continua impassível, elegante, humilde, mas portentosa. E o mais importante, ela não leva nada pelo lado pessoal, eu imagino.

O mesmo não acontece com a gente. Qualquer coisa que acontece de errado, temos uma tendência de levar para o lado pessoal.

Os tempos felizes que vivemos juntos.

Os tempos felizes que vivemos, que benção. Os meus pais já se foram, mas as lembranças felizes de inúmeros momentos mágicos ficaram na minha lembrança.

Dizem que a vida não é o que vivemos, mas o que lembramos que vivemos. Eu mesmo faço um esforço adicional, escrevendo sobre os momentos, para tê-los sempre à mão.

Éramos cinco filhos e viajávamos de férias empacotados num carro pequeno.

Cantorias incessantes eram constantes nos trajetos, e quando chegava a hora da historinha infantil no programa de rádio, era um trabalhão para sintonizar.

Ensine o que aprendeu.

A ciência da felicidade é hoje ensinada nas mais importantes universidades, veja o caso de Harvard, conforme relatado no artigo da Business Week.

Mas comento aqui as lições do dia-a-dia, as pequenas e valiosas lições.

Não há nada mais valioso na aprendizagem do que passar adiante o que se aprendeu, e você não precisa ser um professor para ensinar as coisas boas que aprendeu.

As lições relâmpago podem acontecer em muitas ocasiões. Você está numa conversa descontraída e acontece de alguém precisar exatamente daquele ensinamento que você já usufruiu.

Quando falamos da educação dos filhos, é um elenco enorme de coisas que podemos passar adiante.

Quando contamos as histórias de família sempre passamos os valores de nossos ancestrais, exemplos de coragem e determinação.

Quando contamos histórias engraçadas dos nossos pais, passamos para os filhos o bom humor e a alegria do convívio com os avós.

Contamos coisas da vida para os mais jovens e passamos um pouco da nossa experiência.

 Falamos da nossa luta e o nosso crescimento, e às vezes serve de conforto para quem está em sofrimento.

Quando contamos para os filhos as nossas histórias de garoto, é também um momento de ensinamento.

Eu já me fiz a pergunta de qual seria o ensinamento que gostaria de passar para os meus filhos. Na minha conclusão é a resiliência – aprender e exercitar a capacidade de se recobrar dos reveses da vida.

Eles já são adultos e não moram mais comigo, mas felizmente tive a chance de ter essa conversa com eles.

Beco

Apenas uma ligação telefônica.

Conversamos com Deus e todo o mundo pelo celular, mas quando a coisa pega, ficamos ruminando e não nos ocorre ninguém para ligar e pedir alguma ajuda.

O que está acontecendo?

Estudos científicos mostram o efeito benéfico de uma ligação telefônica para os casos de depressão: tele-therapy helps with depression.

Porque não conseguimos vencer essa barreira quando procuramos uma conexão amiga?

Temos que construir essa intimidade ao telefone.

Vamos reconhecer, vivendo em grandes metrópoles, está cada vez mais difícil estar junto, pessoalmente, para oferecer ou pedir ajuda.

Aquela conversa pessoal e reservada está sendo bastante substituída por uma ligação celular.

Mas ela tem que acontecer. É preciso estabelecer a intimidade para pedir ajuda e oferecer ajuda.

Nós temos as conexões que cultivamos, colhemos o que plantamos.

As trocas de solidariedade são construídas, na alegria e na tristeza.

Não devemos trocar apenas quando coisas boas acontecem – ligar no aniversário – ligar quando conseguem um bom emprego – quando fazem uma viagem fantástica – para contar novidades.

Se ligamos apenas para fofocar, cobrar questões burocráticas, as pessoas tampouco vão nos ligar para assuntos mais pessoais.

Ninguém vence a barreira assim de repente.

Muita gente para ligar e nenhuma para ligar.

Você se sente embaraçado, desajeitado pedindo ajuda?

Você sente que está incomodando?

Isso é uma troca. O que você tem dado em troca?

O que você tem oferecido?

Você liga para as pessoas com problemas para saber se estão bem, ou se precisam de ajuda?

Você liga para oferecer ajuda quando sabe que alguém passa por dificuldades?

Alguém te liga para saber como você está, sabendo que você está com dificuldades?

Se somos bons par ajudar, seremos bons para pedir ajuda.

O primeiro passo para mudar isso não é sair pedindo ajuda, mas oferecer ajuda de vez em quando, sempre que souber que algum amigo está precisando.

Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza ou incompetência.

Beco