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Evite o humor sarcástico.

Evite o sarcasmo.

Se cuide ainda mais para evitar o humor sarcástico.

Aprenda a identificar a sensação que te traz o humor sarcástico. O travamento do maxilar, e o veneno correndo por dentro da musculatura mandibular.

Esses comportamentos blindam o coração e criam uma nuvem de camuflagem que esconde os sentimentos autênticos.

As palavras cáusticas envenenam a mente e criam uma barreira com quer que seja.

Especialmente quando estamos em dificuldades, devemos evitar tal comportamento.

Não adianta esconder a sua dor por detrás de um muro de espinho.

Ninguém vai se aproximar para ajudar.

Devemos abaixar a guarda, eliminar o palavreado cáustico, e abrir coração.

É um fundamento do comportamento humano, de que reagimos melhor a estímulos positivos que negativos.

Quando usamos a coerção, a arrogância e o sarcasmo, podemos até receber uma concordância momentânea, mas corremos o risco de perder os laços do relacionamento definitivamente.

Qualquer um que usa o sarcasmo está mostrando que não sabe fazer melhor que isso, efetivamente afasta as pessoas.

Não elogie com sarcasmo e não faça humor com sarcasmo.

Algumas vezes, pessoas tímidas usam o sarcasmo simplesmente pela incapacidade de comunicar.

Nesses casos, é bom exercitar uma maneira melhor de se comunicar.

É importante examinar se não está tentando esconder alguma coisa, ou simplesmente se esconder.

O mau humor constante também impele as pessoas ao sarcasmo.

Até a tentativa de ajudar pode vir impregnada de sarcasmo.

-Onde posso encontrar um banheiro?

-Você já tentou aquela porta que está escrito banheiro?

Para as pessoas que lutam de alguma maneira para se livrar desse comportamento, duas recomendações:

-você não precisa sempre dizer alguma coisa – se mantenha calado quando julgar que não vai contribuir.

-utilize frases curtas para evitar engatar nas observações cáusticas, exercite respostas diretas.

Você não precisa do sarcasmo.

Beco

Se ligue nas pessoas.

Rolodex

Percorra o seu rolodex agenda mental, e se lembre das pessoas com quem você não fala há tempos, mas que gosta muito.

Antes de mais nada, para as pessoas com menos de cinqüenta anos de idade, coloquei a figura do rolodex, agenda de telefones e endereços em forma de rolo.

Ligue para uma pessoa que te faz sentir bem. Evite por uns tempos as pessoas negativas, que reclamam constantemente da vida, que falam mal dos outros, fazem fofoca, e só falam de coisas materiais. Contate os seus amigos em busca de uma conversa leve, amigável e honesta.

Busque os amigos que compartilham interesses comuns. Troque informações e percepções, seja de música, cinema, culinária. Mantenha uma rede boa de amizades e contatos. Quando os tempos ficam nublados, uma saída para jantar com amigos é sempre uma distração. Se este amigo for um confidente para as suas coisas pessoais, melhor ainda.

Um artigo interessante do The Guardian discute esse aspecto do contato pessoal e redes sociais na realidade britânica, lançando uma preocupação de que as pessoas não se encontram mais.

O artigo – Fromm me to you – faz alusão à Eric Fromm e seu livro The Sane Society escrito em 1955.

 Diz o artigo que, se queremos uma sociedade onde a amizade verdadeira floresça, precisamos mais do que um teclado e um mouse e acesso às redes sociais – precisamos uma mudança radical na sociedade.

Fromm aborda no livro citado, mais os aspectos do capitalismo e a dissociação do homem da sua realidade. Ele explica que a perda da fé do homem leva à sociedade insana.

Outro ponto que faz a sociedade insana de Fromm é a alienação do homem na desenfreada sede de consumo de qualquer natureza.

A referência do The Guardian foi tão longe no passado que resolvi desenterrar o rolodex, que pode simbolizar o contato pessoal, ao invés de centenas de contatos nas redes sociais.

Beco

A lógica do ponto de vista contrário.

É interessante como às vezes não conseguimos entender o ponto de vista das outras pessoas, especialmente quando as idéias não batem com as nossas.

É uma reação natural até certo ponto, mas uma barreira ruim para a nossa aprendizagem.

Temos que fazer um esforço para entender o ponto de vista contrário, pois só assim vamos aprender alguma coisa nova e diferente de tudo que já sabemos.

De modo geral, achamos que entendemos e discordamos, mas em muitas das vezes, discordamos sem sequer entender verdadeiramente o que foi dito.

Entender algo que não se alinha com o nosso pensamento exige esforço, exige paciência, determinação e humildade. É importante saber que a lógica do ponto de vista contrário quase sempre é diferente da lógica que estamos usando para tentar entender.

Uma recomendação importante é ouvir atentamente quando alguém está expondo o seu ponto de vista. Já comentei aqui, que o oposto de falar não é ouvir e sim se preparar para falar – postagem ouça o que o outro está dizendo.

Isso acontece também conosco, quando os outros não entendem o nosso ponto de vista.

Temos as mesmas deficiências das pessoas comuns – em algum momento cometemos as mesmas falhas.

Quantas vezes você não parou de falar ou evitou prosseguir na sua argumentação simplesmente porque o seu interlocutor demonstrou total desinteresse no que você estava falando.

Quando estiver numa discussão e os pontos de vista não coincidirem, faça sempre a pergunta mágica – será que posso aprender algo novo?

Essa pergunta abre a sua mente para receber uma opinião diferente.

Quando demonstramos interesse, fazemos gestos de que estamos entendendo e interessados, o interlocutor prossegue, detalha, se esforça para explicar e isso é valioso.

Quando demonstramos o contrário, ele muda de assunto, interrompe, e também se dispersa.

Importante também, é prestar atenção naquilo que não foi dito.

Assim como a passagem de um famoso romance policial, onde o fato do cachorro não ter latido é que foi a pista essencial para se chegar ao criminoso, pois se concluiu que era uma pessoa familiar ao cachorro.

Numa conversa comum, aquilo que foi suprimido é também uma informação essencial, e quando não estamos dispostos a ouvir, deixamos passar todas essas sutilezas das mensagens.

Não desafie desnecessariamente as idéias diferentes, o que não quer dizer deixar de defender seus pontos de vista. Não use de sarcasmo, cinismo e não seja prepotente.

Isso é desnecessário, dificulta a comunicação presente e futura, além de aumentar o calor e o estresse da interação.

Richard Carlson, que já comentei aqui, faz o seguinte observação que vou reproduzir totalmente: “ a primeira vez que conscientemente experimentei a estratégia de ver o ponto de vista do outro, em primeiro lugar, descobri algo maravilhoso, não doeu nem um pouco, e me aproximou da pessoa de quem eu discordava.”

Beco

Ouça também com o coração.

Temos dois ouvidos e já é difícil ouvir atentamente, imagine ouvir com o coração, que está lá escondido.

Mas acredite, isso é importante.

Quando fazemos o contato olho no olho, iniciamos uma conexão que vai direto no nosso emocional.

É algo que já comentei, uma habilidade ancestral, é o fenômeno da ressonância límbica.

Quando paramos o que estamos fazendo e prestamos atenção, estabelecemos a comunicação plena, inclusive com o coração.

O seu coração pode lhe dar muitas respostas, pois ele está ouvindo o que a razão não consegue interpretar.

Nos comunicamos plenamente quando:

-assumimos uma atitude compassiva;

-fazemos um esforço para entender;

-quando calamos a nossa voz interior, crítica e prepotente;

-quando exercitamos a empatia;

-quando ouvimos com sinceridade;

-quando queremos ouvir mais do que as palavras;

-quando entendemos que a conversa não é uma competição;

-quando acalmamos o nosso ímpeto de falar.

O contrário também acontece. Podemos também fechar os olhos do coração e tentar levar a vida racionalmente, frugalmente.

Podemos pesar os prós e contras numa balança objetiva, deixando de lado os sentimentos e as emoções.

Logo estaremos acostumados, isolando o coração dessa conversa toda. Não permitimos ao coração dizer o que pensa, dizer o que ouvir, e logo estaremos também infelizes.

Quando ouvimos com o coração, a nossa mente está em paz.

Quando ouvimos com o coração, oferecemos um ambiente seguro para o outro falar.

Como disse São Bento, ouça com os ouvidos do seu coração.

Quando ouvimos com o coração, ligamos todas as antenas emocionais.

As palavras são apenas as sinalizações de algo mais profundo e não podemos perder isso tudo.

Quando a verdadeira comunicação se estabelece, às vezes, até as palavras se tornam desnecessárias.

Beco

Pratique boas ações com regularidade.

Adquirimos hábitos, bons ou maus, quando praticamos determinadas ações com regularidade. Faça isso com as boas ações. Pratique com regularidade. Ao tornar-se um hábito, vai acontecer com naturalidade, vai se agregar ao seu modo de ser e vai te fazer mais feliz.

Especialmente para os pequenos, o estimulo aos atos de bondade, constrói o caráter, agrega hábitos poderosos para a resiliência e a formação de um adulto completo.

Estudos, dentre eles o de Kohn(1990) e McGarry (1986) mostraram que indivíduos são mais propensos a ser bondosos e praticar atos de bondade se, quando crianças, presenciaram adultos fazerem o mesmo. Se crianças observam adultos indiferentes diante de situações com pessoas em necessidade, tendem a ser indiferentes também.

Um cuidado que se deve ter é o de observar se não estamos sendo inconvenientes ou agindo de forma suspeita. Ao praticarmos atos de bondade com estranhos, pode parecer uma atitude suspeita de algo planejado e indesejável.

Especialmente quando estamos em países estrangeiros, esse cuidado deve ser redobrado.

Eu próprio vivenciei duas ocasiões em que o ato de bondade me levou a constrangimentos:

-dei carona para uma amiga cega, que estudava comigo, e quando chegamos ao edifício, fiz menção de acompanhá-la até a porta e ela quase entrou em pânico.

-segurei a porta para uma pessoa que atendia comigo um programa de executivos nos Estados Unidos, e casualmente toquei-a nos ombros, como fazemos aqui no Brasil, e foi um desconforto, primeiro dela e depois meu.

Existe uma instituição, o Random Acts of Kindness, que auxilia pessoas e instituições a atuarem e estimularem indivíduos a praticarem a bondade.

Você pode repassar as sugestões do site caso esteja sem idéias de como atuar.

Vou listar algumas que encontrei no site, que de tão simples, nos esquecemos delas:

1-Segure a porta aberta para alguém que vem logo atrás de você.

2-Oriente alguma criança que esteja fazendo algo perigoso.

3-Seja gentil com alguém que te serve no restaurante, num balcão do aeroporto ou em outro serviço qualquer.

4-Leia para um idoso com visão deficiente.

5-Ajude alguém no supermercado – a encontrar um produto – a pegar algo na prateleira, a colocar as coisas na esteira do caixa.

6-Dê as orientações para alguém perdido na cidade ou simplesmente procurando um endereço.

7-Pegue um lixo na rua ou qualquer lugar público e dê destino adequado.

8-Cumprimente as pessoas calorosamente – Bom Dia!

9-Dê boas vindas para alguém novo na vizinhança, novo no local de trabalho, novo na escola.

10-Leve algo para os colegas do trabalho – um biscoito – uma fruta – um doce.

Eu tenho aqui uma sugestão que você deve praticar sempre que estiver nesta situação:

-você acabou de passar pelo caixa de uma casa de lanches, ficou na fila, pagou a conta e vai esperar o seu café – a pessoa logo atrás é perguntada pelo caixa se tem 10 centavos, e você está exatamente com 10 centavos que recebeu de troco – passe para ela.

Beco

Algumas piadas são impagáveis e inesquecíveis.

Lembre-se de algumas piadas realmente originais e engraçadas. Reconte sempre que tiver a oportunidade. A risada de todos, e a alegria são contagiantes.

Seja leve, descontraído e divertido. Não precisa necessariamente ser o palhaço da turma, mas tire essa fisionomia carrancuda do seu cardápio.

Tem uma piada que conto costumeiramente sobre sogras e noras.

Duas senhoras se encontraram depois de um longo tempo.

-Fulana, quanto tempo, como estão as coisas, como estão os filhos?

-Os filhos casaram.

-Os dois?

-Os dois.

-E me conta tudo, casaram bem?

-Minha filha casou muito bem, o marido não quer que ela trabalhe, enche ela de presentes e troca o carro dela todo ano.

-E o filho, me conta?

-Ah! Esse teve um azar tremendo. Casou-se com uma folgada, não quer trabalhar, só quer presentes e quer trocar de carro todo ano.

Sempre conto essa história quando o assunto de relacionamento entre sogra e nora vem à tona. Só para descontrair, pois sei que isso é sério e atormenta muitas mulheres.

Seja uma companhia agradável, tenha conversas interessantes, seja bem humorado. Tenha tiradas positivas e inteligentes sobre as situações.

Algumas recomendações para ser uma boa companhia:

-Ouça – uma boa companhia é aquela que gosta de um diálogo não do monólogo chato, professoral e explicativo.

-Ria e sorria – pense nas pessoas com quem gosta de estar – certamente são pessoas divertidas.

-Estabeleça contato olho no olho – demonstre confiança, atenção, e cuidado.

-seja ativo – participe ativamente da conversa e da interação.

-seja curioso – se interesse, pergunte, opine.

-se preocupe consigo mesmo – seja confiante, tenha opinião.

-seja sociável e amigo – seja íntimo, generoso, alegre.

-seja espontâneo – seja interessante, se divirta com as coisas.

-não tenha medo de se expor – não se deixe rotular, deixe de lado o que irão pensar de ti.

-seja você mesmo – o mais divertido e ser você mesmo.

Beco

A velha opinião formada sobre tudo.

A guerra para que nossa opinião prevaleça sobre os demais, é uma fonte de estresse e de infelicidade.

Pra que ter razão em tudo?

Somos os donos da verdade?

Temos o monopólio da sapiência plena?

As nossas opiniões são nossas, e não é necessário que os outros concordem com isso.

O conjunto de nossas opiniões é o nosso ego.

Ter opinião sobre tudo e querer ter razão em tudo é o ego inflado e doentio.

Como disse Raul Seixas – “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”..

Não se apegue tanto às suas opiniões.

O conflito acirrado de opiniões gera mais negatividade. Deixe passar.

Aprenda a diferenciar a opinião de inteligência.

A inteligência vê o pensamento sem julgar o certo e o errado. A opinião é como alguém vê algo, a visão crítica.

Isso tudo sem falar nos aspectos práticos dos processos criativos.

Conhecemos bem o mecanismo do brainstorming – tempestade de idéias, quando queremos criar algo novo, uma solução inovadora.

Todos os participantes são estimulados a dar idéias com liberdade, sem qualquer crítica interna, e posteriormente o grupo trabalha a massa intelectual produzida.

Em resumo, o pensamento divergente é bom e mais produtivo.

Como mencionei em postagem anterior sobre encontrar diferenças e a importância para o nosso aprendizado.

É difícil ver a verdade em meio ao conflito de opiniões. Li uma vez que as pequenas verdades são ruidosas, mas a grande verdade é um silêncio profundo.

As suas opiniões te deixam agressivo?

Você está sempre disputando com os outros dentro do conceito de certo e errado?

Aprenda a lidar com o desconforto com a divergência.

Abandone um pouco essa guerra, e faça isso no dia-a-dia para ser mais feliz.

Beco