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Se livre da avareza, se descarregue de tanto materialismo

Se livre da avareza, se descarregue de tanto materialismo

O Natal vai chegando e parece que nada aplaca a nossa vontade de ter coisas, ganhar mais dinheiro.

Dinheiro é necessário para viver, mas quanto é necessário e quanto é o suficiente?

A avareza é diferente da ganância ou do hedonismo.

Tem a ver com o medo de perder e o sentimento permanente de carência.

O avarento conta os tostões, o ganancioso corre atrás dos milhões, e nenhuma dessas atitudes garante a felicidade.

A avareza é um atributo triste, porque está puramente associado à satisfação de ganhar e o medo de perder, sem relação com a felicidade ou o bem-estar.

A virtude da honestidade

A desonestidade limita os nossos caminhos, enquanto a honestidade nos dá a liberdade de escolher, caminhar, empreender. As opções se restringem, e os amigos do peito se afastam e os familiares se sentem envergonhados quando escolhemos o caminho tortuoso.

Passamos a pertencer a outra classe, outra tribo.

A desonestidade limita os nossos relacionamentos, pois vamos conviver com pessoas que compactuam com o nosso comportamento.

Acredito que seja difícil viver em paz sendo desonesto, pois quando somos honestos, temos a verdade do nosso lado. Do contrário, estamos desamparados , entregues à maldade e a mentira.

Aquilo que me falta.

Hoje sei que não devo ficar obcecado por aquilo que me falta. Acho que a vida ainda vai me oferecer muitas graças.

Me mudei para uma casa metade do tamanho da anterior, e me falta um bocado de espaço para guardar a bagunça.

Já dei fim em muita coisa, mas ainda assim, caminhamos no meio de caixas.

Preciso focar naquilo que tenho e deixar de lado, pelo menos um pouco, aquilo que não tenho, ou aquilo que perdi.

Qualidades espirituais nas coisas materiais.

Enxergar a presença divina em tudo que nos cerca é também enxergar qualidades espirituais mesmo nas coisas materiais.

Isso depende da maneira como olhamos o mundo material.

O material também é a manifestação de uma Força Superior.

É um presente de Deus, Aquele no qual acreditamos.

Vale à pena fazer um esforço para ver qualidades espirituais nas coisas materiais.

Você tem a chave dos seus grilhões.

Embora não sejamos escravos no sentido do cerceamento físico e da liberdade, temos inúmeros elementos que de uma forma ou outra nos escravizam.

O trabalho, os compromissos sociais, os compromissos familiares, o crescimento profissional e os planos de acumulação de riqueza financeira.

Chegamos à vida adulta tão desprotegidos, que rapidamente nos tornamos escravos de diversos mecanismos de sujeição, alguns até desumanos.

A sociedade de consumo nos oferece vários grilhões que escolhemos voluntariamente nos submeter.

Alguns grilhões são chamados até de algemas de ouro (golden handcuffs), isso porque nos sujeitamos pensando nos benefícios futuros, na maioria das vezes, puramente financeiras.

O blog Serene Journey faz uma reflexão interessante sobre as algemas de ouro – A Maldição das Algemas de Ouro – The Curse of the Golden Handcuffs.

Olhe as algemas como uma escolha sua, e não encha de glamour a alternativa como se fosse chique se adornar com tal dispositivo.

Reavalie o seu estilo de vida, pois provavelmente tudo isso aconteceu de maneira gradual que você nem teve tempo de reagir. Te colocaram as algemas e você nem se deu conta.

Reduza ou elimine suas necessidades de consumo de modo a tornar palatável a escolha de se livrar das algemas.

Devemos reavaliar a nossa vida, inclusive quando educamos os nossos filhos, podemos estar colocando neles, desde cedo, os grilhões do materialismo, da moda e dos modos sociais exacerbados.

Junto com isso, vem a ganância, a arrogância e a cobiça.

Cada coisa tem o seu devido lugar; dinheiro, sexo, vida social, moda, aparência e status.

Tais recursos, quando potencializados, se tornam armadilhas que devemos evitar.

Chama a atenção a postagem no blog The Rat Race Trap, que devemos reconhecer que conseguimos sobreviver sem as algemas.

Assim como algumas pessoas enchem o prato de comida e dizemos – tem o olho maior que a boca, para outras pessoas, comentamos que os olhos são maiores que o seu contracheque (paycheck).

O alerta do artigo é que devemos ficar longe das algemas de ouro, pois no começo parecem atraentes, mas depois fica dificil de se livrar.

Beco

A avareza é triste.

Dinheiro é necessário para viver, mas quanto é necessário e quanto é o suficiente.

A avareza é diferente da ganância ou do hedonismo.

Tem a ver com o medo de perder e o sentimento permanente de carência.

O avarento conta os tostões, o ganancioso corre atrás dos milhões, e nenhuma dessas atitudes garante a felicidade.

A avareza é um atributo triste, porque está puramente associado à satisfação de ganhar e o medo de perder, sem relação com a felicidade ou o bem-estar.

Tem a ver com a baixa auto-estima e a necessidade de se completar com o valor material, e principalmente monetário, financeiro.

A avareza contamina tudo que o indivíduo faz na vida, e a máquina de contar as moedas entra em cena em todas as decisões.

Diferente da esteira hedônica, que escraviza a pessoa pela necessidade permanente de adquirir e possuir, a avareza não está associada a adquirir, mas a pesar o que vai ganhar ou perder em termos monetários, sem sequer avaliar a implicação real para si mesmo.

Digo que a avareza é triste porque as escolhas feitas sob a ótica da avareza, raramente são compatíveis com os objetivos de bem-estar e felicidade.

As pessoas continuam preocupadas com os tostões mesmo quando eles não fazem qualquer diferença na própria vida.

Um pouco a mais, um pouco a menos não faz nenhuma diferença na vida de muita gente que ainda se preocupa permanentemente com os tostões.

Já a ambição é diferente, e tipicamente nos jovens, é algo positivo e impulsiona para aprimoramento, o estudo, e o empenho para progredir na vida.

Preste atenção se você não está sempre contando os tostões em todas as decisões.

Isso tem remédio, e dá pra consertar.

O sucesso não está em acumular os tostões, mas em fazer aquilo que gosta.

Primeiramente, aprenda a lidar com o medo de perder.

1-Exercite negociando coisas, ganhando ou perdendo, sem contar cada centavo na negociação. Deixe a coisa mais solta.

2-Não estabeleça um limite rígido para perder. Isso pode ser ruim em algumas circunstâncias, mas para o avaro, é um bom exercício.

3-Estabeleça um plano de negociação. Não deixe para sentir o frio na barriga do perde e ganha, na hora do negócio.

4-Estabeleça o que quer ganhar ou o que está disposto a perder antes do negócio, com alguma flexibilidade.

Isso é um bom exercício para lidar com o medo.

Uma vez feito o negócio, deixe de lado as alternativas descartadas.

Se você fica obcecado com o preço que pagou pela televisão quando comparado com os preços que encontrou depois da compra, acenda a luz amarela.

Se você é inflexível na divisão da conta do restaurante até no nível dos centavos, acenda a luz vermelha.

Faça o exercício.

Se livre desse comportamento infeliz.

Beco