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O sol, meu coração.

Aquilo que carregamos no coração é aquilo que enxergamos no mundo, por exemplo, o sol que nos dá vida.

Como nos ensina o monge Thich Nhat Hanh, somos uno com o universo. Ele faz a analogia do sol que dá vida a tudo que alcança, sem o que tudo seria escuridão, sem vida, conectado ao nosso coração, sem o qual não teríamos vida. O coração para de bater, e a vida se esvai.

O sol e o coração estão conectados no que Hanh chama de interexistência e interpenetração.

O medo de cometer erros.

O medo excessivo de cometer erros pode nos paralisar. Tememos errar, tememos as consequências e acabamos não saindo do lugar. Temos que agir e realizar os nossos sonhos e projetos, a despeito do medo – parte da natureza humana.

Podemos ter absorvido esse medo na nossa educação, pois os pais incutem muito esse medo de errar, e os pequenos acabam assimilando.

O perfeccionismo e a excessiva cobrança, ou mesmo as punições, acabam exacerbando o medo de errar. A paralisação é uma das consequências, sem contar o estresse que acaba nos corroendo, e prejudicando a nossa saúde.

A vida é uma só.

Para quem acredita, a vida é uma só, e se você viver plenamente, com alegria, ela será suficiente.

É como ir a um restaurante para uma refeição fantástica, saborosa e completa. Se você a saborear com atenção, sem se distrair com bobagens, sem contaminar o jantar com conversas tóxicas, a refeição vai ser suficiente.

Mas a vida pode ser desperdiçada facilmente cuidando da vida alheia, levanto tudo com descaso, sem atentar para aquilo que realmente nos dá significado. Sem a atenção naquilo que explica e justifica o fato de estarmos vivos.

Marionete com muitos cordéis.

Às vezes nos imaginamos como o artista, tentando manejar muitos cordéis, controlando cada movimento da marionete.

Será que não estamos querendo controlar demais. Quem sabe não estamos iludidos de que controlamos as outras pessoas?

Como disse Oscar Wilde: “seja você mesmo, porque os outros papéis já foram tomados”.

Queremos ser o filho o marido o pai e o chefe. Queremos controlar os outros, como se a vida deles fosse a nossa vida, ou mesmo julgando que somos o proprietário da vida dos outros. Isso é uma fonte inesgotável de conflito.

Vendendo barato a felicidade.

Não posso deixar escapar a felicidade por descuido ou por negligência.

Quando nos magoamos por tão pouca coisa, e nos aborrecemos com as outras pessoas sem motivo, estamos vendendo barato a nossa felicidade.

Até que ponto isso é importante?

Devemos sempre nos fazer essa pergunta, e ver se conseguimos boas respostas para deixar passar coisas pequenas, impedindo que um leve vento nos tire do rumo da paz e da serenidade.

A herança para nós mesmos.

Penso no legado pessoal como a herança para nós mesmos.

Histórias engraçadas de heranças, é sempre um tema para os filmes de Hollywood.

-E para meu sobrinho querido, deixo a casinha do cachorro que acompanhou os seus passeios quando ele passava as férias aqui em casa. O cachorro já se foi há muito tempo, mas guardei a casinha surrada e desbotada para deixar como herança para quem mais merecesse.

Faça por você.

Quanta coisa fazemos pelos outros e para outros. Temos que cuidar primeiro de nós mesmos.

Faça por você, e cuide de si mesmo que não é egoísmo, e sim uma demonstração de amor próprio.