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Reagir ou responder

Reagir ou responder

A questão entre reagir ou responder está no ponto central do nosso desenvolvimento pessoal, especialmente nos aspectos emocionais e neurofisiológicos.

Na semana passada conclui o curso de 8 semanas MBSR – Mindfulness Based Stress Reduction, que nos ensina a treinar a mente e o corpo para responder adequadamente às circunstâncias da vida evitando reagir de maneira rápida e equivocada e muitas vezes perigosa. Vou contar as melhores lições.

Não quero ter tanto medo

Não quero ter tanto medo

Penso às vezes que não quero ter tanto medo

Medo pelo que não vai acontecer.

Medo pelo improvável.

Vivemos com medo de tanta coisa que não vai acontecer.

Aprendi que coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de agir, apesar do medo.

O perdão e a vingança

O perdão e a vingança

A natureza nos equipou com ambas as capacidades, perdoar e revidar, ou se vingar. Porque será que a nossa mente se entretem mais com a vingança do que com o perdão? Porque é tão difícil praticar uma coisa ao passo que nos parece tão natural pensar na outra?

O nosso processo evolutivo nos moldou para nos proteger na exploração uns pelos outros, e por esse motivo, sempre pensamos em dar o troco. E por mais ilógico que seja ficar ruminando na vingança, isso é o que mais ocupa a nossa mente.

Nos parece que o mais eficiente mecanismo de solução de conflitos passa pela retaliação.

E o mais interessante é que a retaliação vem uma forma desproporcional à ofensa recebida. Uma fechada não intencional no trânsito nos parece justificar uma agressão física sem proporções.

A valiosa liberdade

Preserve a valiosa liberdade. A liberdade que usufruímos hoje é muito valiosa, e podemos fazer quase tudo na nossa vida. As nossas escolhas são variadas, a discricionariedade é enorme e tudo isso é razão para nos afastarmos da escravidão, seja do consumo, dos costumes e hábitos nocivos que outros podem tentar nos impor.

A sociedade de consumo é muito forte, e a propaganda lança mão de recursos científicos sofisticados para nos enganar e nos empurrar para coisas que sequer pedimos, e pior, detestamos.

A nossa liberdade foi conquistada, é um valor sem tamanho, e temos que preservar a todo custo.

Uma das receitas é manter a vida simples, sem tanto apelo consumista, adiar um pouco qualquer compra até que a vontade passe.

Óleo na dobradiça da porta.

Uma coisinha de nada e elimina um desconforto diário, da porta rangendo nos ouvidos.

Isso acontece com um mundo de coisas na vida da gente.

No nosso convívio, e nos relacionamentos, empurramos com a barriga e convivemos indefinidamente com um desconforto que seria melhor abrandar, se não eliminar.

Por vezes é bom se afastar da pessoa, quase sempre, uma conversa honesta e objetiva é capaz de aparar arestas que estão nos incomodando.

Às vezes, o incomodo é pequeno, mas isso, de maneira crônica, acaba minando a nossa energia.

Intimidado pelos próprios demônios.

Não sinta medo de si próprio. Encare de frente os seus próprios demônios.

Você vai se libertar das coisas que te mantém imobilizado, amedrontado.

Não se renda à intimidação, você é maior que eles, e tem capacidade de sobrepuja-los.

Mas é preciso encarar de frente, com honestidade, de cabeça erguida.

Muitos pequenos problemas.

Certamente sentimos a carga de tantos pequenos problemas. Se contabilizarmos todos eles, vamos ficar estressados.

Temos que criar alguns artifícios para evitar esse drama em cima de pequenas coisinhas, muitas vezes sem importância.

Uma recomendação muito importante é desentulhar a nossa vida de tanta coisa inútil, carga desnecessária e tempo perdido.

Fazemos muitas atividades que não agregam qualquer valor para a nossa vida, como ligar para os outros para contar fofocas.