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Não dependa tanto dos outros e assuma a tarefa de cuidar de si mesmo

Não dependa tanto dos outros e assuma a tarefa de cuidar de si mesmo

Assuma a tarefa de cuidar de si mesmo. Queremos a independência e autonomia desde cedo. Quando garoto, me lembro da aventura de fazer as coisas sozinho. Ainda jovem, a experiência de morar fora de casa foi uma mistura de liberdade, excitação e frustração. Mas a vida é mesmo difícil, a vida social um tanto complexa e a dependência uns dos outros acaba sendo a realidade.

É verdade que todos cuidam dos entes queridos, mas não devemos esperar nem reclamar que outros cuidem da gente todo momento, e especialmente com o envelhecimento, temos que trazer de volta a nossa ansiedade por independência e autonomia.

Hoje sim

Hoje sim

Hoje sim – comece o dia com uma pegada otimista.

Porque devo colocar o meu foco no hoje?

A vida é como uma ampulheta, onde uma quantidade enorme de areia já passou pelo gargalo, e um tanto ainda está por passar. O passado já passou pelo gargalo, e um elenco enorme de possibilidades vai se tornar realidade concreta ao passar pelo gargalo. Enquanto não passa pelo gargalo, são apenas possibilidades.

O gargalo é o hoje, onde parte pequena do elenco enorme de possibilidades se torna realidade definitiva e imutável na sua vida.

Segurar o momento

Às vezes o momento que estamos vivendo é tão mágico que queremos segurá-lo para que dure para sempre.

Não podemos parar o tempo nem perpetuar o momento, mas podemos fazer com que a experiência maravilhosa viva dentro de nós, para sempre.

Para conseguirmos isso, primeiramente precisamos estar despertos para vida, com o piloto automático desligado, atentos a tudo que acontece ao nosso redor.

Os momentos são passageiros, e nem bem desfrutamos eles já são o nosso passado.

O primeiro dia da sua lua-de-mel.

Escreveu Leon Tolstoi que devemos viver o dia como se fosse o primeiro dia da lua-de-mel e o último dia das nossas férias.

No primeiro caso, queremos que dure a vida inteira. No segundo, gostaríamos que durasse a vida inteira.

Em ambas situações, me parece que nos empenhamos para aproveitar o máximo daquele dia, cada minuto, cada momento.

Pare para apreciar a vida.

Pare um pouco para apreciar a vida. A felicidade pode não estar no objetivo distante que você insiste em perseguir, mas aqui, agora, na sua frente. É preciso parar para apreciar. É preciso se dar tempo para si mesmo, ou a vida, que é única, será totalmente desperdiçada.

Entendo que a agenda de todo mundo é uma correria, sem contar os afazeres do lar, pagar as contas, se desvencilhar da burocracia que o mundo moderno nos impõe.

Mas tudo isso não pode servir de desculpa para não viver uma vida plena. Ao final da sua vida, nem você mesmo vai engolir essa desculpa.

É um bom começo.

Devemos evitar a imobilização, amedrontados pelo tamanho da jornada. Comece pequeno, e se contente em fazer um pouquinho de cada vez.

Dê um pequeno primeiro passo, e faça o que está ao seu alcance.

O início do ano é sempre inspirador começar algo que temos protelado. Uma dieta, exercício físico, reatar relacionamentos, resolver conflitos familiares crônicos.

Comece pelo começo. Pode parecer evidente, mas sem planejamento, começamos no meio, nos frustramos com os primeiros resultados e paramos aí.

A vida é uma só.

Para quem acredita, a vida é uma só, e se você viver plenamente, com alegria, ela será suficiente.

É como ir a um restaurante para uma refeição fantástica, saborosa e completa. Se você a saborear com atenção, sem se distrair com bobagens, sem contaminar o jantar com conversas tóxicas, a refeição vai ser suficiente.

Mas a vida pode ser desperdiçada facilmente cuidando da vida alheia, levanto tudo com descaso, sem atentar para aquilo que realmente nos dá significado. Sem a atenção naquilo que explica e justifica o fato de estarmos vivos.