Casais que perdoam

O perdão é um ato de amor consigo mesmo, e quando o perdão abre caminho para reconciliações e entendimentos, ele é um forte antídoto para os males dos relacionamentos.

Estudos científicos conduzidos pelo prof. James McNulty da Universidade do Tennessee, mostraram que casais propensos a perdoar uns aos outros são mais felizes.

Perdão faz bem ao casamento, mas deve-se cuidar para não se fazer de capacho.

Quando o cônjuge perdoa sucessivamente os maus tratos do parceiro ou parceira, acaba infeliz.

Agressões físicas:

Quando abaixamos a cabeça para agressões físicas e verbais, abrimos a guarda para mais incidentes do mesmo tipo. Acabamos nos fazendo de capacho e isso é danoso não só para os relacionamentos, mas também para a saúde.

Mas é preciso perdoar, e para fazer isso, é preciso ser específico, abordar um incidente concreto. Quando embrulhamos tudo num mesmo pacote, fica difícil perdoar.

Não devemos acumular um monte de coisas e juntar tudo isso para perdoar de uma vez só. Pode resultar impraticável. Enfim, não conseguimos perdoar tanto em uma tacada só.

Perdoar, especialmente numa relação amorosa, é um investimento com retorno certo. As pessoas saem fortalecidas depois do perdão, e a reconciliação se torna possível.

Não é uma questão de egoísmo, mas devemos pensar bastante em nós próprios quando perdoamos o outro. Quando perdoamos, retiramos de nós mesmos uma carga inútil e desnecessária que insistimos em carregar.

Mas as dores não somem e tampouco o perdão toma o seu espaço no raiar do dia. Precisamos investir de coração, pois o tempo do perdão pode ser lento.

Perdoar os maus tratos que não cessam, é abrir a guarda para mais ofensas e agressões. Temos que evitar ao máximo se fazer de capacho. Muitas vezes isso implica em procurar ajuda profissional e mesmo se afastar do agressor.

Perdoar é um ato solitário, especialmente quando não implica em nada para a pessoa perdoada, e algumas já deixaram essa vida.

Perdoar nos faz bem, mas não devemos impor ao outro que faça o mesmo. As pessoas são diferentes e trilham esse caminho na sua própria velocidade.

Fazemos isso para o nosso bem, serenamente, sem estresse.                                                   R.S. Beco

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