Atalho para o crescimento pessoal.

Estamos todos nessa empreitada de crescimento pessoal. Queremos todos ser uma pessoa melhor a cada dia. Não consigo me lembrar de ninguém que tenha me dito que o seu objetivo é piorar um pouco a cada dia.

No entanto, estar compenetrado nessa jornada é um tanto difícil, especialmente quando tratamos das outras pessoas.

Temos um péssimo hábito de apontar para os outros, atalhos que devem seguir para o próprio crescimento pessoal.

Parece o jogo dos sete erros. Mal olhamos para outrem e somos capazes de apontar sete defeitos.

Defeitos:

E junto com os defeitos vem na cabeça a maquinação de recomendações. Acho que você devia fazer isso. Acho que você devia mudar a sua atitude e seu comportamento.

Não somos oniscientes e não somos juízes do mundo.

Quem sabe da vida do outro é o outro.

Quando digo atalho, é porque temos uma impaciência com os outros quando se trata de crescimento e aprimoramento.

Veja o caso dos nossos filhos.

É certo que temos que criar, educar e orientar. Mas depois de uma certa idade, eles devem seguir o caminho que acreditam ser o melhor.

Damos conselhos sim, mas devemos evitar apontar para os atalhos que supostamente enxergamos.

Quando tratamos da esposa, companheira, namorada, aí então somos os mestres dos atalhos. A outra pessoa está seguindo um caminho na vida, mas logo enxergamos atalhos, e muitas vezes tortuosos.

Temos que perder a mania de controlar a vida dos outros, pois quando olhamos no espelho, nos damos conta que estamos descuidando do nosso próprio caminho, nossas decisões e escolhas.

Palpites na vida alheia:

Quem dá muitos palpites para o piloto do barco do outro, vai acabar batendo na pedra.

Quem disse que sabemos o que é bom para os outros?

Somente a nossa prepotência é capaz de chegar a essa brilhante conclusão.

Olhe sempre para o seu caminho, esteja atento para os buracos na sua mirada, e cuida sua própria vida.

Olhar muito para vida dos outros têm dois desdobramentos perniciosos. O primeiro é quando o outro se dá bem, e aí ficamos com inveja. O segundo é quando o outro se dá bem, e aí ficamos maldosamente satisfeitos. Enfim, é uma doença.

A felicidade está na nossa realização, e é onde deveríamos colocar a nossa energia e a nossa atenção.

R.S. Beco

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