As tentativas não tentadas.

Temos inúmeras dúvidas na nossa vida, se casamos, se mudamos de emprego, e em muitas tantas vezes, deixamos de tentar algo novo, experimentar, inovar, correr o risco.

As tentativas não tentadas representam cem por cento de fracasso, pois simplesmente as detonamos antes de germinarem.

Eu particularmente tenho uma coleção enorme de iniciativas fracassadas, mas foram todas, objeto de alguma tentativa que realizei. Algumas tenho na memória como fracassos hilariantes, outros fracassos quase bem sucedidos. Mas para todas as tentativas, tenho uma sensação de realização, de movimento, de risco e sobretudo da crença de que posso conseguir.

Acredito muito na minha capacidade, e acredito que a sorte pode estar do meu lado, algumas vezes.

Janela de oportunidade:

Sei que posso ter a ajuda necessária no decorrer da iniciativa, mas sei também que a ajuda pode faltar. O projeto pode naufragar, mas sobretudo, vale a pena tentar, aproveitar a janela de oportunidade.

Muitas vezes o negócio não vira nada, e a sensação de fracasso é inevitável. No entanto, sei que tenho que manter o entusiasmo pela vida, ainda que o histórico de fracassos seja retumbante.

No final, no balanço de acertos e fracassos, os poucos acertos são de tal magnitude que justificam tudo que tenho feito e tentado.

Não culpo as circunstâncias, não culpo os outros, e mais importante, não culpo a mim mesmo pelos fracassos.

Sei que dou o meu melhor em tudo que faço, e avento sempre a possibilidade de dar certo em outra oportunidade. Sei também que as circunstâncias podem se modificar e o cenário pode se tornar mais favorável para mim.

Gosto do que faço, e cada vez mais, gosto das minhas realizações, dos caminhos que tenho trilhado.

Sei que a idade é capaz de fazer isso, nos tornamos mais positivos e otimistas com o envelhecimento, e dou graças por isso também.

A vida é uma benção, estar vivo também, e agradeço todos os dias por tudo que tem sido oferecido, mesmo que seja mais um fracasso, pois sei que no final, tudo vai valer a pena.

R.S. Beco

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