As recordações de feridas passadas

As recordações de feridas passadas

Passamos muito tempo de nossas vidas nas recordações de feridas passadas, um sentimento de que elas nunca se fecharam.

A vida nos prega muitas peças, somos atropelados sem aviso, e acabamos com muitas cicatrizes, mas a vida é a vida. Seguimos adiante, olhando para o futuro com otimismo e fazemos tudo para que hoje seja melhor que ontem.

Assombrações do passado:

No entanto, o passado gosta de voltar para nos assombrar, e ele faz isso, gloriosamente, no uso de nossas recordações.

Temos que olhar para o passado com profunda compaixão, perdoando o jovem inexperiente que fomos, os atos impensados e açodados que nos provocaram tanto sofrimento.

Como gosto de repetir, aprendemos com a vida olhando para trás, mas temos que viver a vida olhando para frente. Não podemos dirigir olhando no retrovisor.

Receitas:

Algumas receitas para lidar com esse processo de recordações doloridas:

-Procure não empregar tanta racionalidade, buscar significado, encontrar culpados. Deixe de lado a balança, o julgamento as críticas e as condenações.

-Seja gentil consigo mesmo quando traz recordações das crises e das etapas sofridas da vida. Não se recrimine – olhe para si mesmo com compaixão.

-Mesmo que as lembranças cheguem abruptamente reabrindo feridas antigas, deixe que elas se dissipem calmamente. Deixe-as ir, serenamente, sem conflitos ou negações.

-Respire fundo e repita comigo – JÁ PASSOU.

Deixe o passado no passado:

Deixe o passado no passado e acredite que tudo vai melhorar.

Acredite na sua capacidade de mudar e construir o seu futuro.

Pare de remexer as velhas feridas como se fosse possível se livrar das cicatrizes.

Aceita as marcas que ficaram das experiências desastrosas.

Não há como gostar das coisas ruins que nos aconteceram, mas podemos simplesmente aceitar como parte da nossa vida.

Os dias não serão sempre bons, e mesmo as experiências fantásticas se dissipam com o tempo.

No entanto, as boas lembranças ficam, e você deve fazer uso delas para apaziguar as assombrações do passado.

Num balanço entre coisas boas e ruins, concluímos que a vida vale a pena.

Rubens Sakay (Beco)

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