As coisas que me dão medo.

Inevitável sentir o medo, pois é um sentimento que explica a evolução da nossa espécie.

Sentir medo, no fundo, é saudável, mas temos que aprender a viver com isso, percebendo quando estamos passando dos limites e criar mecanismos para amenizar.

Temos que aprender a seguir a vida, nos colocando em ação mesmo quando nos sentimos apavorados.

As circunstâncias:

O medo de aranha, escuro e barulho repentino está entranhado no nosso cérebro, e não devemos nos preocupar.

No entanto, o pavor da rejeição, do abandono, do futuro, não deve se desdobrar na ansiedade, insegurança e imobilização.

Discuta com as pessoas que te cercam, discretamente e veja se isso não está na sua imaginação, e você pode estar exagerando.

Abrande essa noção de conspiração, de que de repente, o mundo se virou contra você.

Racionalize um pouco e desafie a sua intuição, a sua emoção, que podem estar contaminadas pelo medo desproporcional.

Você vai ver que na verdade, esse sentimento aparece para evitar algumas emoções, as quais evitamos a todo custo. Isso vale para o pavor que temos de errar, de não conseguir, de se expor, pagar mico, ser criticado, passar vergonha ou se sentir ridicularizado.

Isolamento:

O medo exagerado nos empurra para um isolamento, na ilusão de criar um mundinho totalmente protegido.

Tudo pode estar associado à baixa autoestima, mas o exercício mais efetivo, é o de desafiar o pequeno círculo de conforto que você construiu, se blindando de todos os riscos emocionais imaginados.

Não faça tudo de uma vez, pois não vai dar certo. Comece por um pequeno receio, por exemplo, o de não conseguir realizar alguma coisa. Examine as habilidades e capacidades necessárias para o intento, e constate que você tem todos os atributos capazes de bem suceder a iniciativa. Simplesmente vá em frente e faça. Não pense muito. Levante a cabeça e siga em frente.

Ao concluir, avalie o resultado positivo, e estará ampliando a sua zona de conforto.

Siga desafiando uma a uma as suas convicções negativas sobre si mesmo, e no final, tudo vai ficar melhor.

Explore toda a sua potencialidade, talentos e habilidades. Desafie a assunção de incapacidade. Identifique seus padrões de pensamentos de auto sabotagem.

Não entre em parafuso intelectual sobre o medo, é o caso de pensar menos e agir mais. Comece devagar, um passo de cada vez, e não deixe que o medo limite a sua vida.

Lembre-se sempre, coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de ir adiante a despeito do medo.

R.S. Beco

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