As barreiras do perdão.

Há muitas barreiras do perdão, e vale a pena discorrer um pouco sobre elas. Devemos fazer sempre um esforço para perdoar, pois sabemos que o perdão é um ato de amor consigo mesmo. Também não devemos perder a oportunidade de ajudar o outro a perdoar.

Quem já fez o percurso e aprendeu algumas técnicas boas para perdoar, deve ensinar o outro, sempre que a situação exigir e permitir.

O perdão não significa necessariamente a reconciliação, a aceitação de ato condenável, ou mesmo se fazer de capacho. Temos que assumir o perdão como um ato individual. Pode não ter qualquer desdobramento para a pessoa perdoada, a não ser que você escolha expressar o ato de perdoar.

Perdoar pode soar estranho:

Podemos perdoar uma pessoa e nunca falar com ela, nem dar a ela o conhecimento do perdão, e por mais estranho que isso possa parecer, é suficiente.

O perdão transforma a nossa relação com a ofensa, sem que seja necessária uma mudança no relacionamento com a pessoa que nos tenha ofendido.

Quando compreendemos essa propriedade do perdão, sentimos que o ato de perdoar é facilitado. Assim tiramos um peso enorme dos nossos ombros, nos sentimos mais leves nas emoções.

Porque é que uma coisa tão para nós se torna tão difícil de ser praticado?

Mas é bom saber que o verdadeiro perdão restaura relacionamentos, e isso é um bônus valioso. Além de praticar um ato de amor consigo mesmo, você tem a chance de ser generoso com outra pessoa.

Perfeccionismo:

Não somos perfeitos e não devemos cobrar isso de outras pessoas, e quando aprendemos a perdoar, nos damos conta de que nos ofendemos e nos decepcionamos com os outros por coisas sem a mínima importância.

Se você estiver em situação de ajudar o outro a perdoar, explique o dano à saúde que é ficar ruminando sobre uma ofensa a que foi sujeita. Analise com a outra pessoa quais os riscos envolvidos em perdoar – pode ser nenhum.

A pessoa ofendida deve percorrer esse processo devagarinho, se sentindo melhor dia após dia, um pouco do processo de cura. Sentir um distanciamento gradativo da ofensa, e não necessariamente do ofensor.

Ao conseguirmos separar a ofensa do ofensor, e ao focarmos a nossa atenção na ofensa, podemos desprezar qualquer efeito negativo na nossa autoestima, se sentir por baixo por perdoar, se sentir diminuído.

Acima de tudo, temos que recuperar a nossa autoestima, se levantar, se sentir valorizado, e para isso, temos que interpretar o perdão como um ato de nobreza.

R.S. Beco

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