As armadilhas do pensamento.

Somos pegos diariamente nas armadilhas do pensamento, que nos empurram para caminhos tortuosos, improdutivos e negativos.

Muito rapidamente nos metemos a julgar os outros, pensar mal, e ensaiar uma crítica.

Comparamos uns com os outros, pois temos sempre alguém que representa o nosso modelo de perfeição, quando não somos nós mesmos esse totem da perfeição.

Culpamos, invejamos, desejamos mal para os outros, e nem notamos quando estamos caindo como um coelhinho incauto Se conseguirmos perceber que estamos sendo vítima desse mal, desse defeito, podemos agir rapidamente para cair fora.

Reconheça o pensamento ruim:

Pensamento ruim – estou te reconhecendo – estou te vendo aí – vou fazer algo para me livrar dos seus efeitos.

Quando notamos que estamos caindo na armadilha, temos que rapidamente se desapegar do tema, do evento, do incidente que foi o gatilho para que tal pensamento viesse à tona.

Desvie o pensamento para outra coisa positiva e deixe o pensamento negativo se recolher ao sótão da sua mente – o seu lugar de reclusão.

Se vier um pensamento negativo sobre uma pessoa, imediatamente recorra à sua memória e traga três outros pensamentos positivos sobre a mesma pessoa. Três contra um é uma boa receita para equilibrar.

A nossa mente é prodigiosa em vagar sem controle. Quando queremos afastar um pensamento, aí mesmo é que tal pensamento não deixa a nossa cabeça.

Urso branco:

É a história do urso branco do Prof. Daniel Wegner, que escreveu o livro: White Bear and Other Unwanted Thoughts. Quanto mais nos dizem para de pensar no urso branco, mais urso branco vem à mente.

E as coisas negativas colam no nossa mente como goma de mascar. Temos que usar de artifícios eficientes para lidar com isso.

Simplesmente reconhecer que estamos nos emaranhando nas armadilhas do pensamento é uma grande coisa, pois isso acontece imperceptivelmente.

Perceba os pensamentos negativos e faça o exercício de afastá-los, na verdade neutralizá-los. Com o tempo acaba dando certo.

R.S. Beco

 

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