Armadilhas do pensamento.

O nosso pensamento nos prega muitas peças e nos preparara várias armadilhas. Como nos ensinou o grande psicólogo Albert Ellis, a emoções não são fruto das adversidades, mas da leitura que fazemos das adversidades, e essa leitura vem carregada com os nossos valores, crenças, experiências passadas, preconceitos e medos.

As nossas reações emocionais são em grande parte, fruto das avaliações conscientes ou inconscientes e das interpretações que fazemos da realidade.

Julgamento:

Julgamos as pessoas, precipitadamente, pelas primeiras impressões e carregados pelo preconceito.

Julgamos as situações rapidamente, com o medo infundado de coisas que nunca irão acontecer, e podemos falhar na nossa conclusão.

Muito da nossa ansiedade é fruto de assunções filosóficas irracionais que nós acreditamos veementemente.

Muito do estresse que vivemos é impulsionado por idéias ou pensamentos irracionais que assumimos como verdadeiros.

Confiar que a nossa felicidade é conseqüência exclusivamente de eventos externos e ações e reações de outras pessoas, nos colocam numa condição muito vulnerável.

Aceitação:

Devemos nos aceitar como somos, com todas as deficiências naturais.

Aceitar o mundo como ele é, especialmente nas coisas que não temos a capacidade de modificar.

O dia é claro e a noite é escura.

A chuva molha, e nem tudo tem que ser como eu quero e gosto.

Aceitar que algumas coisas são boas, a despeito de eu gostar ou não.

Especialmente quando tratamos de outras pessoas, devemos aceitá-las como são. Não devemos nos dominar pelo ímpeto de modificá-las.

Devemos resistir àquela coceira de querer ser Deus, de querer modificar o mundo ao nosso modo.

Ficar entretido em mudar a si próprio é o melhor que podemos fazer, e já é muita coisa.

Rubens Sakay (Beco)

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