Analisar obsessivamente o comportamento dos outros.

Quando analisamos muito o comportamento dos outros, na verdade estamos é julgando.

É bom lembrar que não somos os psicoterapeutas do mundo.

Tampouco somos São Pedro que vamos dizer quem vai entrar no céu.

A vida das outras pessoas não nos diz muito respeito. Ao invés de sermos rápidos em julgar, deveríamos ser rápidos em aceitar as outras pessoas.

 O exercício da empatia é muito bom para desenvolver a aceitação. Ao invés de sair crucificando as pessoas, se coloque no lugar delas. Imagine você vivendo exatamente o mesmo drama, a mesma dificuldade, enfrentando o mesmo dilema. Há no entanto, algumas situações onde a análise do outro tem seu lugar.

 Pelo foco da dor, podemos analisar os outros que estão em sofrimento, com o objetivo de ajudar, e assim a nossa análise pode nos dar dicas de como podemos ajudar.

Ainda nesse mesmo foco, quando queremos exercitar a compaixão, ou seja, sentir nós mesmos a dor do outro e querer que ela cesse.

Outro foco que cabe a análise, é o da luz, quando queremos compreender as pessoas que gostamos e queremos usufruir plenamente de sua companhia, de sua experiência.

Ainda assim, quando admiramos uma pessoa e nos miramos nela como um exemplo a ser seguido.

Fora estes casos, e especialmente quando queremos nos sentir melhor que elas, quando estamos exercitando a prepotência, o perfeccionismo e a arrogância, a análise dos outros só nos traz mal estar.

Como já comentei aqui, quando nos tornamos especialistas na vida dos outros, estamos sendo amadores na nossa própria vida.

Não devemos nos distanciar do nosso objetivo maior, que é de nos tornarmos uma pessoa melhor, um dia de cada vez, e para isso, devemos focar a nossa análise em nós mesmos.

Beco

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