Além da simples sobrevivência.

Um dia de cada vez, devo viver a vida plenamente, aproveitando cada momento.

Não quero seguir ladeira abaixo como um pedregulho ao acaso, e tampouco quero apenas sobreviver.

Quero viver plenamente, mesmo que isso implique em encarar e enfrentar os problemas de frente.

Também devo parar de querer controlar a vida dos outros e ficar dando palpites e me meter na vida alheia.

Não sei de tudo e nem quero que achem que sei o que não sei.

Mas quero estar saudavelmente conectado com tudo que me cerca.

Sobrevivência:

Nem sempre tem sido assim, e houve momentos que segui o meu caminho quase como conectado a máquinas de sobrevivência, levando a vida no piloto automático.

Se não pode ser melhor, acho que também não pode ser pior – pensava eu.

Estava empurrando a vida com a barriga. Comendo comida sem sabor, assistindo filmes já assistidos e realizando projetos que não me realizavam.

Mas as coisas precisam piorar para a gente perceber que precisa melhorar, e me serviu para acordar para a vida, saber que há vida lá fora, além desse meu casulo de conforto e estagnação.

Hoje sei que devo evitar sobreviver. Tenho que lutar pela chance de viver plenamente, consciente de que as escolhas e decisões têm que fazer sentido, e que o resultado maravilhoso vem com muita luta, e vale à pena.

Às vezes os problemas nos cegam para a vida. Parece que só fazemos é sobreviver, mas não é o bastante.

Não temos que ficar comendo comida de papel. Temos que sentir o sabor da vida, mesmo quando o caminho acidentado nos obriga a dar um passo de cada vez.

Faço sempre a analogia com o escalador de montanhas. Um movimento de cada vez, e cada gesto é cuidadosamente planejado e executado, mas os objetivos são: aprender, desenvolver, chegar ao topo, chegar inteiro, apreciar o caminho e comemorar o resultado.

Enfim, a vida é um pacote inteiro, e seria um total desperdício apenas sobreviver.

R.S. Beco

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