Ajude as pessoas e não queira modificá-las

Ajude as pessoas e não queira modificá-las

Ajude as pessoas, e não tente mudar as outras pessoas com o propósito de ajudá-las.

Há um limite tênue entre querer ajudar as pessoas e o desejo discreto de querer modificá-las. Precisamos nos policiar para não querer que as pessoas sejam iguais a nós, gostem daquilo que gostamos, e julguem as situações como nós as julgamos.

É um instinto paternal de conduzir, de influenciar, de ensinar, de tomar a mão.

Ajudar é fantástico, e assim é ensinar, mas devemos permitir que as pessoas aprendam no seu tempo, e aprendam a lidar com os seus problemas.

Ouça as opiniões das pessoas. Não seja prepotente e não tente impor as suas próprias opiniões.

Dê maior importância ao que as pessoas gostam e querem fazer.

Aceite as pessoas como são:

Aceitar as pessoas como são é uma regra básica da boa convivência, e o segredo para agregar boas e duráveis amizades. A individualidade de cada um deve ser respeitada. Evite conduzir, com a desculpa de ajudar.

Não se adiante a toda hora para pegar na mão das pessoas, e especialmente com os idosos, ajude quando for necessário . Deixe espaço para a autonomia, para a independência.

Aqueles que convivem com idosos sabem que podemos facilmente tentar impor hábitos, limitar atividades e enclausurar as pessoas sem que isso seja necessário. Quando as pessoas sentem que perderam a sua autonomia, acabam adoecendo, perdendo o sabor pela vida. Há uma tênue linha que divide proteger o idoso e interferir negativamente no seu modo de vida. Temos que ficar atentos para não cruzar essa linha a torto e a direito.

Assim como fazemos de tudo para preservar o nosso espaço, temos que respeitar o espaço do outro, em todos os aspectos.

Deixe que as pessoas sigam o seu trajeto e caminhem de acordo com aquilo que acreditam ser verdadeiro.

Permita que as pessoas aprendam e descubram as coisas por si próprio.

Controle o seu ímpeto de controlar.

Rubens Sakay (Beco)

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