Agradar sempre às outras pessoas.

Todos nós temos o instinto natural de se socializar.

Querer pertencer, e ir com a onda da turma.

Mas quando fazemos isso em excesso, com o foco mais no que os outros acham do que na nossa própria vontade, é sinal que a auto-estima está baixa.

É hora de cuidar de si própria.

É hora de ser honesto consigo próprio.

Queremos fazer tudo o que os outros pensam e acham certo com o receio de não ser aceito, de ser rejeitado, marginalizado, mas devemos aprender a olhar para si próprio e admirar as próprias qualidades.

A Dra. Alice Domar, no seu livro Você pode ser Feliz sem ser Perfeita, comenta sobre as pessoas que só procuram agradar os outros e divulga uma lista de comportamentos desse tipo de pessoas, originariamente produzida por Harriet B. Braiker e publicada no livro The Disease to Please – A doença do agradar.

1-Eu deveria sempre fazer o que as outras pessoas querem, precisam ou esperam de mim.

2-Eu deveria cuidar de todas as pessoas ao meu redor, quer peçam ajuda ou não.

3-Eu deveria sempre ouvir os problemas de todos e fazer o possível para solucioná-los.

4-Eu deveria sempre ser gentil e jamais ferir os sentimentos das outras pessoas.

5-Eu deveria sempre colocar as necessidades e os interesses das outras pessoas em primeiro lugar.

6-Eu jamais deveria dizer não a alguém que precise de mim ou me peça alguma coisa.

7-Eu jamais deveria decepcionar alguém nem deixar outras pessoas se sentirem mal sob qualquer hipótese.

8-Eu deveria sempre estar feliz e animada e jamais demonstrar sentimentos negativos com relação aos outros.

9-Eu deveria sempre tentar agradas as outras pessoas e lhes proporcionar felicidade.

10-Eu deveria tentar jamais sobrecarregar as outras pessoas com meus problemas ou necessidades.

Temos todos um pouco disso, mas recomenda Harriet Braiker a reescrever essa lista com os itens que mais caracterizam o nosso comportamento, substituindo algumas palavras.

Por exemplo: ao invés de- eu deveria sempre fazer ….- eu substituiria por –sei que nem sempre tenho que fazer isso e está no meu discernimento fazê-lo.

Fazemos às vezes um esforço descomunal e dispendioso para manter relacionamentos, procurando agradar sempre e em tudo.

Temos que trabalhar essa deficiência, se levantando do chão, deixando de se fazer de capacho, elevando a auto-estima.

Um dia de cada vez.

Beco

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