Agora vejo os problemas na devida proporção.

Quando nos defrontamos com um problema grave, temos logo uma tendência de esperar o pior.

Nos vem à mente situações semelhantes que aconteceram com outras pessoas e que se desdobraram em dramas sem fim, ou terminaram em resultados desastrosos.

O medo de que o mesmo aconteça conosco toma conta da nossa mente, e o ciclo vicioso mental roda sem parar, nos imobilizando quase que completamente.

Muita coisa aprendi nessa minha jornada que me permite ver hoje, os problemas, na sua devida proporção.

Uma lição que aprendi com um dileto amigo é:

“Pare de se preocupar com os problemas que não irão acontecer”.

Muitos dos problemas são por nós inventados. Eles só existem na nossa mente ultra preocupada.

Isso tem a ver com o otimismo versus pessimismo. Tem a ver com enxergar a vida com as lentes positivas e deixar de ver problemas em tudo.

Muitas vezes dedicamos muito tempo ruminando um problema muito pequeno, e quanto mais pensamos nele, mais ele cresce de proporção.

Isso acontece nos relacionamentos, no meio familiar e no trabalho.

Uma boa dica é dar uma solução para esse pequeno problema, mesmo que a solução não seja perfeita e tocar pra frente, deixando para trás a preocupação excessiva.

Nos aborrecemos demasiadamente com coisas do cotidiano, supermercado, fila de bando, estacionamento, banheiro público. Temos que deixar para trás os pequenos problemas, a maioria dos quais não temos qualquer controle.

Com esse exercício de proporção dos problemas, veio também aquele de limitar drasticamente o julgamento precipitado.

O julgamento inadequado alimenta o ciclo vicioso da proporção do problema.

Quando alguém passa à nossa frente numa fila de mercado, temos uma tendência a ficar com o problema por um tempo exagerado na nossa cabeça.

Quando o evento acontece, passamos a observar a pessoa e começamos a fazer julgamentos sobre alguém que sequer conhecemos, baseados num único comportamento inadequado. Isso não tem fim e piora o nosso dia substancialmente.

Quando paramos de julgar as pessoas precipitadamente, ganhamos a leveza que precisamos para levar a nosso dia mais feliz.

Outro recurso valioso é a compaixão e a compreensão do sofrimento de outras pessoas.

Não é sentir pena do sofrimento dos outros, mas sentir você mesma a dor dos outros e querer que ela cesse.

Quando praticamos a compaixão, nos damos conta de quão pequenos são os nossos problemas, e não raro, percebemos que eles sequer existem.

Beco

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