Agora sei que é possível.

Disse o filósofo francês, Blaise Pascal: “a dúvida é o começo da sabedoria, mas a fé move montanhas”.

Para aqueles que sempre acreditaram numa Força Superior,

esta frase soa vazia e desqualificada.

Mas o termo – vim a acreditar – pode representar muito bem a realidade de muitas pessoas, como canta Johnny Cash: “and I came to believe in a Power much higher than I” – e eu vim a acreditar num Poder muito maior do que eu.

Como é confortável descobrir que não estamos sós, e sabemos todos a dor da solidão nos momentos difíceis.

Como é bom, nos momentos de penúria, onde as dificuldades e as adversidades pareciam maiores que a nossa capacidade, e as possibilidades, algo fora da imaginação.

A vida é em muitos aspectos imprevisível.

Podemos pensar na sincronicidade, acreditar no poder disso ou daquilo, mas acho que devemos é ter fé, e a vida nos dá razão, de um jeito ou de outro.

Ter fé é também acreditar na nossa própria capacidade de se levantar das quedas e tirar uma lição toda vez que isso acontece, e sabemos que é a realidade da vida.

Uma coisa valiosa que aprendi, é que a serenidade é fundamental para enxergar as coisas acontecendo no nosso nariz.

Quando seguimos a nossa vida no desespero, não vemos mais nada.

Só há espaço para o estresse, o sentimento de total desamparo, a solidão na adversidade, e o fundo do poço que mal conseguimos descrever.

No entanto, quando atingimos um mínimo de serenidade, como já comentei aqui, é como o calor debaixo da coberta numa noite fria. Vai chegando devagarzinho, e é muito bom.

Vivemos num mundo maluco, e a descrença parece algo normal, mas é muito bom quando conseguimos, a exemplo de Johnny Cash, dizer: eu vim a acreditar.

Beco

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