Ações impulsivas.

Tenho que me controlar para não perder o controle.

As ações impulsivas, sob o calor das emoções podem levar a arrependimentos posteriores.

É preciso ter calma e pensar várias vezes antes de agir.

Para certas coisas é melhor não pensar e agir rapidamente, isso vale para as decisões de fazer ginástica, lavar o carro e fazer dieta.

Mas a vida é repleta de decisões carregadas de componentes emocionais, e não raro conflitantes.

Decisões críticas:

A decisão de abandonar um emprego, um relacionamento, a mudança de cidade e país, e tantas outras decisões que impactam enormemente a carreira, as finanças, a vida familiar e a saúde.

Pensar um pouco antes de agir não vai atrapalhar, e você não vai se arrepender.

Ouvir outra pessoa, um amigo ou familiar ou mesmo um conselheiro pode ajudar numa hora dessas.

Especialmente quando nossas decisões impactam a vida de outras pessoas, é adequado que tomemos a decisão de cabeça fria.

Se for possível, deixe a decisão para amanhã, sem o espírito de procrastinação, apenas para deixar a cabeça esfriar um pouco.

Estar com a consciência tranquila é fundamental para vivermos em paz, e é difícil conviver com decisões passadas, que tomadas sem muito pensar, acabaram em desdobramentos indesejáveis.

Harmonia:

Viver em harmonia com outras pessoas, e entrar e sair dos ambientes sem ter que se esconder é um privilégio para aqueles que decidem sabiamente os seus caminhos.

Peço sempre pela luz nos meus caminhos, e quero estar sempre aberto para que as outras pessoas me chamem atenção quando eu estiver desorientado, caminhando em círculos.

Queremos decidir rápido sem, no entanto, sermos impulsivos e inconsequentes.

Queremos ser mais cautelosos, sem, no entanto parecermos lerdos e procrastinadores.

Há sempre um ponto de equilíbrio, que sei, todos encontrarão um dia ou outro.

O mais importante é estarmos em paz com nossas ações e decisões e felizes com as consequências.

R.S. Beco

1 Comentário

Denise Teresinha Resende Pessoa

about 5 anos ago

Olá Rubens, bom dia! Que privilégio poder tomar café da manhã lendo a mensagem de hoje do seu blog. Parabéns pela capacidade que tem de articular as palavras, de fazer parecer que o seu escrito do dia foi dirigido para mim, com certeza causa esta mesma impressão em seus muitos leitores. Agradeço-lhe por isso. Num dos estudos que fiz sobre a impulsividade, uma das minhas mais arraigadas deficiências psicológicas, aprendi com um escritor argentino que admiro muito, González Pecotche, que “Ninguém pode afirmar que domina conscientemente o campo de sua própria psicologia, se não enfrentou antes, com êxito, as falhas caracterológicas que o angustiam.” Por isso luto constantemente contra o pensamento que me excita a atuar de forma intempestiva, que me faz agir fora do tempo, alterando a minha paz interior, e que, na maioria das vezes, leva-me ao arrependimento. Só mediante um minucioso e detalhado exame dos pensamentos que circulam em minha mente e das minhas deficiências e propensões é que poderei chegar ao ponto de equilíbrio que você aponta em seu artigo “para estarmos em paz com nossas ações e decisões e felizes com as consequências.” Como é estimulante viver, mesmo nos deparando a cada dia com nossas limitações, pois só aceitando o desafio diário de atenuar as nossas dificuldades é que poderemos aprender e viver melhor. Em minha própria realidade pude observar que para conter a impulsividade, preciso me observar com atenção, por existirem outras dificuldades de caráter que influem diretamente sobre a impulsividade, ativando-a, forçando-a a se manifestar; quando estou irritada, por exemplo, percebo que isto afeta meu ânimo de tal maneira, que impede a minha sensibilidade de se manifestar, levando-me a falar e agir impensadamente, sem medir as consequências dos impactos que eu possa causar a um semelhante. A impulsividade “fala” por mim, agride meu sentir verdadeiro, ela tem voz que poderíamos até chamar de autônoma, tão grande é a força com que se manifesta quando pronuncia com rapidez algo que deveria ser objeto de reflexão e de amadurecimento. Concordo plenamente com a técnica que nos ensina a praticar, de deixar a decisão para amanhã para esfriar a cabeça um pouco. Hoje eu até consigo fazer isso um maior número de vezes, mas antigamente, sob o calor da impulsividade, quando ela ainda não era tão investigada por mim, queria mais era agir rapidamente, sem oportunidade, sem medida, afetando a quem quer que fosse, principalmente a mim (colhendo o arrependimento). Agradeço-lhe pela oportunidade deste momento de reflexão. Que seu sábado seja bem feliz! Abraço com afeto e admiração, Denise Resende

Responder

Deixe seu comentário

Please be polite. We appreciate that.
Your email address will not be published and required fields are marked