A zona de conforto pode te isolar, mas também pode te proteger

A zona de conforto pode te isolar, mas também pode te proteger

Todos nós pensamos numa zona de conforto, especialmente quando nos sentimos em crise ou ameaçados. Não devemos nos isolar por qualquer coisa, nem ativar o espírito de ermitão.

Mas quando nos sentimos tristes e deprimidos, uma boa receita é buscar a zona de conforto de cada um.

É um artifício mecânico, mas é uma pausa para o sofrimento que estamos experimentando.

Para alguns pode ser sair para comprar um CD. Só o ato de vasculhar a loja, passando por inúmeros cantores, concluindo por uma boa aquisição pode ser um refúgio para obter mais bem-estar.

Pessoas que se sentem de bem com a vida em pouquíssimas circunstâncias devem procurar aumentar a zona de conforto.

Devem procurar gostar de mais coisas, de estar bem com mais pessoas.

Autoestima:

No fundo é uma questão de autoestima. Tem que melhorar.

Uma boa maneira de aumentar a zona de conforto e experimentar coisas novas, fazer dança para quem não faz – visitar locais que nunca visitou e tantas outras novidades.

Importante também vai refletir sobre as coisas que te deixam de bem com a vida. Algumas pessoas sequer conseguem enumerar as coisas que as deixam bem. Isso é sinal que estão sendo levadas pela maré, pela esteira hedônica ou por outras forças externas, que no fundo não trazem felicidade.

Conhecer quais são suas zonas de conforto e recorrer a elas no caso de uma tsunami é uma questão de sobrevivência.

Quando se viaja de carro por estradas que oferecem perigos severos da natureza reconhecemos as zonas de escape/refúgio.

Um exemplo disso são as zonas de abrigo para o caso de tornados e furacões. Se avistar um perigo dessa natureza, o motorista deve rapidamente se abrigar no local destinado.

Outro exemplo são as rampas de fuga para caminhões que perdem os freios em meio a uma descida longa e acentuada. Nesse caso, o motorista foge para uma rampa especial para que o veículo pesado pare rapidamente sem se acidentar.

Sabemos que os problemas podem ocorrer, e podemos nos sentir um pouco desprotegidos de vez em quando.

Isso não quer dizer correr para uma redoma e ali se isolar, mas cada um deve ter algumas zonas de conforto para se refugiar quando for necessário.

Rubens Sakay (Beco)

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