A vida é maravilhosa.

No sábado passado estive assistindo um filme antigo que há muito planejava assistir.

O filme se chama It’s a wonderfull life – É uma vida maravilhosa. É um filme Cult de 1946, dirigido por Frank Capra, um diretor largamente premiado.

O filme foi veiculado no Brasil com o nome  “A felicidade não se compra”, e em Portugal com o nome “ Do céu caiu uma estrela”.

A história se passa numa pequena cidade americana e retrata a vida de um jovem brilhante que sonhava viajar pelo mundo e fazer um montão de coisas.

A sua vida não se desenrolou tal qual ele imaginou, e já casado, com 4 filhos, atado ainda àquela pequena cidade, num ato de desespero, se dirigiu à ponte para cometer o suicídio.

Nesse momento, aparece um anjo, enviado pelos céus com o objetivo de ajudá-lo.

O filme é muito bonito e merece ser visto.

George, o rapaz, diz que quer morrer, o que não concorda o anjo. Diz então que não gostaria de ter nascido, o que o anjo concorda em conceder, consultada a vontade divina.

A partir daí, George perambula pela cidade e toma conhecimento de uma realidade assustadora, um mundo sem que George tivesse existido.

Quando garoto, quando trabalhava numa farmácia, evitou um desastre ao perceber que o farmacêutico havia errado na formulação de um medicamento poderia matar adoente. Sem a interferência do jovem George, que agora não teria existido, o farmacêutico mendigava pelas ruas, após ter saído de um longo período na penitenciária, culpado pela morte por envenenamento da jovem doente.

O seu irmão Harry, herói de guerra, em vias de retornar com todos os louros, era agora, sem a existência de George, uma lápide no cemitério, morto por afogamento aos oito anos de idade, pois George, quando existia, o havia salvo desse incidente.

Isso me trouxe na lembrança um fato pessoal.

Eu havia saído para pescar com meu pai, meu tio e outras pessoas.

Durante a pescaria, os adultos se afastaram no rio para pescar e os pequenos  juntamente com meu jovem tio, ficamos à margem do rio brincado e passando o tempo.

Eu estava entretido empurrando os barcos atados por uma corrente à beira do rio. Tão maravilhado com a minha capacidade de mover barcos tão grandes com tanta facilidade que escorreguei e caí dentro do rio.

Lembro claramente o meu desespero e a sensação de afogamento.

Rapidamente, meu tio saltou no rio e me salvou – salvou a minha vida.

Assistindo o filme, me dei conta da importância de cada coisa que acontece na minha vida e mais ainda, a importância de cada pessoa que comigo caminha nessa abençoada jornada.

Beco

1 Comentário

Fábio Sakai

about 6 anos ago

Uma vez o meu velho me contou desse fato...vc falando essa historia me lembro claramente agora o jeito q ele me falava..."vc precisa aprender a nadar...vc nao sabe como isso é importante...uma vez salvei o seu primo Beco...filho do seu tio Otavio"...lembro uma outra vez q vcs 2 se encontraram...vcs 2 davam risada...e ele la..."Beco...vc lembra daquela vez do rio?...mieu dieus do cieu...oq foi aquilo"...hahaa...é oq eu sempre falo para os discipulos do tenis de mesa do meu pai...quem viu a figura viu...quem nao viu...nao vai ver +...porem...tem certas liçoes nessa vida q independente dos anos q se passam...essas liçoes sao passadas de geraçoes a geraçoes...temos q valorizar sempre o proximo...pq queira ou nao...eles sao importantes para nos...e nos somos importantes para eles tb! Um forte abraço!

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