A satisfação não vem daquilo que temos, mas do que fazemos com o que temos.

Aquilo que nos é dado não traz qualquer satisfação por si só. O que fazemos com o que temos é que dá valor a cada coisa. Assim como as possibilidades e alternativas não trazem realização por si só. Apenas quando exploradas cada uma delas, é que realizamos e nos contentamos.

A atitude de permanente acumulação material ou mesmo de busca desenfreada por posições na escadaria social não permite que o indivíduo tenha serenidade para fazer qualquer coisa com o que já conseguiu – que possa experimentar a satisfação com o que já tem.

Essa atitude tem sido apontada como à do rato de laboratório correndo na esteira hedônica.

Queremos ser felizes – indiscutível.

Queremos ter coisas, bens materiais – segundo especialistas o mundo material nos traz bem estar, e é o meio caminho da felicidade. Difícil falar de felicidade quando nos faltam os recursos mínimos de sobrevivência.

Não podemos falar de iluminação espiritual para quem está morrendo de frio e fome no meio da neve.

No entanto, o conforto material tem um limite, além do qual não vai trazer qualquer bem-estar adicional.

O problema é que nos acostumamos a correr atrás do conforto material, status e reconhecimento, de maneira automática, sem sequer parar para usufruir daquilo que tem.

Vale citar o Dalai Lama, que diz que vivemos acreditando que a vida não terá fim, e chegamos ao fim da vida sem sequer ter realmente vivido.

Aproveite o que já tem.

Beco

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