A resposta que vem de dentro.

Tenho que perguntar a mim mesmo se estou confortável com as escolhas e as soluções que estou em vias de prosseguir.

Por mais que tentemos racionalizar as decisões, muito do que deve ser levado em conta, diz respeito à intuição. É aquilo que está sendo dito pelo coração.

A nossa intuição, muito mais do que uma sensação inexplicável de conforto e desconforto, o certo e o errado sentido pelos poros, é na verdade baseada na nossa experiência pregressa.

Aquilo que experimentamos e aprendemos ao longo da vida, é chamado a opinar acerca das situações. É instado a emitir um parecer que nem bem sabemos de onde vem, e porque é desta maneira.

O que vem do coração:

Temos que ouvir e ponderar com honestidade aquilo que vem do coração.

Devemos seguir cegamente aquilo que vem de dentro? Acredito que não, pois cabe uma série de ponderações racionais, fatos e dados e evidências que podem apontar para outra direção.

Não devemos negligenciar a nossa intuição, pois ela pode representar uma consolidação de tudo que temos visto e constatado.

Mas a intuição pode estar equivocada, e por isso devemos provocar aquela conversa do nosso racional e emocional, com serenidade, sem atropelos.

O Nobel Daniel Kahneman

Como nos ensinou o prêmio Nobel, Daniel Kahneman, nós temos sempre uma resposta rápida baseada na nossa intuição, e outra mais devagar, baseada na racionalidade dos fatos e dados. Podemos muito bem estar sendo enganados pelas duas respostas.

Ao confrontarmos as duas respostas, desafiando tanto uma quanto outra, temos maior chance de escolher e decidir  adequadamente.

As pessoas idosas puxam sempre para a intuição, e isso é fruto de muitas experiências vividas. Por isso é importante consulta-los  e ouvi-los quando estamos tomando uma decisão importante.

A intuição nos dá conforto nas decisões, pois construímos uma história que faz sentido para nós mesmos, envolvendo a escolha e a decisão em questão. Escolher algo contra a própria intuição pode ser um caminho para o fracasso, pois vamos acabar sabotando a si próprio.

R.S. Beco

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