A mordida não pode ser desmordida.

Quando somos mordidos por uma cobra, sentimos a picada, a dor, mas não morremos pela mordida.

Por outro lado, o desdobramento da mordida, que é o veneno da cobra que circula no nosso corpo, este sim, vai provocar um dano, que pode ser a sua morte.

Não podemos desmorder a mordida, mas podemos tratar o veneno e neutralizá-lo.

Assim acontece com a dor imposta por outrem. Sentimos a dor e os efeitos imediatos dos maus tratos, mas os efeitos que se seguem estão por nossa conta.

Lidando com a dor:

Podemos escolher minimizá-los, neutralizá-los ou mesmo amplifica-los.

E o que inevitavelmente fazemos, e aumentar o nosso sofrimento, simplesmente porque não conseguimos nos desligar emocionalmente do incidente.

Temos que afastar a raiva e o ressentimento, e assim neutralizar o efeito do veneno.

Perdoar, deixar ir, ou mesmo se afastar da circunstância, deixando para traz o ocorrido, certamente vai evitar o sofrimento prolongado.

É por esse motivo que dizem que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.

Minimizar o sofrimento:

Temos que tirar proveito disso, focalizando a nossa atenção em minimizar o sofrimento, enquanto se desliga um pouquinho da dor, do incidente em si.

Quem é que não quer evitar o sofrimento, mas o fato é que ficamos tão ligados na dor e nas pessoas que a causaram, que perpetuamos o sofrimento.

Assim também é quando caímos ou tropeçamos. Ficamos tão ligados no buraco e na dor, que sequer analisamos onde escorregamos, porque caímos, e o que podemos fazer para evitar o mesmo tipo de queda.

O que falta nesses casos todos, é um pouco de serenidade. Temos que baixar a fervura dos acontecimentos, fazer baixar a poeira, antes de sair contra tudo e contra todos.

Com serenidade, podemos nos desligar dos eventos e tomar as providências adequadas para evitar que o futuro seja uma repetição do passado.

Podemos aprender e tirar lições das nossas experiências, principalmente se elas são dolorosas, mas para isso temos que encontrar a serenidade.                                                             R.S. Beco

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