A humildade não é humilhante.

A humildade não nega o valor de si próprio – não é baixa estima.

Também não é modéstia. E não tem nada a ver com a falsa modéstia, esta na verdade uma manobra vil de se rebaixar, rebaixando ainda mais os outros.

A humildade é dar valor a outras pessoas, se colocando em posição de total igualdade.

É reconhecer o valor que cada um tem, desvestindo a vestimenta do status e da posição econômica.

É ceder o lugar a outro deixando de lado a sua posição social.

Quando praticamos a humildade, abandonamos os sentimentos mesquinhos que tanto faz mal ao espírito, a arrogância, a vaidade e a inveja.

Parece que aceitamos bem a humildade quando falamos num ambiente religioso e de caridade, mas nos afastamos da humildade quando falamos de negócios num ambiente corporativo.

Aceitamos a  humildade de lideranças sociais, mas torcemos o nariz para lideranças políticas humildes.

Enfim, o mundo cobra da gente uma posição mais positiva, determinada, e em certo nível, uma arrogância moderada, e isso não é bom.

Acredito que há um espaço para ser determinado e positivo, demonstrando um sentimento de igualdade e humildade sem com isso perder espaço para os indivíduos altamente competitivos.

Como diz o artigo da Berkeley University sobre o paradoxo da humildade, nós precisamos, nos dias de hoje, de um antídoto para a arrogância e o isolamento, e isso pode muito bem ser a humildade.

Muito interessante a abordagem do artigo, que segundo cientistas debruçados no estudo da humildade, descobriram que a humildade não cai bem quando relatada, e que ninguém compraria um livro com o título – Como consegui atingir a humildade perfeita.

Como relata no artigo, o Arcebispo de Canterbury, a humildade é mais uma liberdade de pensamento de você mesmo e dos outros, sob a ausência da arrogância, do orgulho e do narcisismo.

Há espaço para a humildade.

Beco

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