A generosidade.

A frase do mês de junho é despertar a generosidade.

O que há de tão especial na generosidade?

Porque devemos praticá-la?

É uma dessas coisas que achamos que fazemos para os outros, mas na verdade fazemos para nós mesmos.

Regra básica:

Há tempos escrevi sobre uma regrinha básica da felicidade com as cinco coisas que devemos fazer para sermos mais felizes.

Todas elas são coisas que imaginamos fazer para os outros, mas somos nós os maiores beneficiados.

Uma delas é compartilhar, que é o exercício da generosidade. Se dar, doar, compartilhar aquilo que tem valor para você, mas tem mais valor para quem vai receber.

Podemos achar que estamos doando algo de pequeno valor, mas quem recebe sabe o quanto pode ajudar.

Especialmente quando damos um pouco do nosso tempo, aconselhando, ajudando nos contatos, conectando pessoas, viabilizando projetos, não temos ideia do valor que isso representa para quem é ajudado.

Circulo da Coragem:

Já comentei sobre a maneira que os índios Sioux educam suas crianças, modelo este copiado pela escola dos brancos. A roda da coragem (circle of courage), ou roda da vida para os índios que é representada por raios-suportes que seguram o círculo, como se fossem quatro raios de uma bicicleta. Um deles é a generosidade, que os índios ensinam para as crianças desde muito pequenas até o final da vida. As crianças são criadas juntas na aldeia, e sempre há alguém mais jovem para ser cuidado, e sempre haverá algum idoso para ser cuidado. O ato de cuidar desenvolve a generosidade, que fortalece o caráter, constrói indivíduos íntegros e resilientes.

Nós, que estamos tão atarefados no nosso cotidiano, e mais, estamos tão compenetrados nos nossos problemas, que sequer temos tempo para perceber alguma necessidade alheia.

Não falo de mendigos, ou instituições de caridade que pedem dinheiro. Não estou falando de programas de televisão que angariam fundos uma vez por ano. Falo das inúmeras situações do dia-a-dia onde podemos nos dar um pouquinho. É um pouquinho de atenção a um idoso que quer conversar na fila do supermercado. É alguém no trabalho que pede um pouco de compreensão. É algum familiar que necessita de ajuda, necessita encontrar um coração mísero, um coração aberto, um coração receptivo.

Beco

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