A esteira hedônica, o que é?

A esteira hedônica é onde ficamos correndo atrás do prazer e como não conseguimos alterar o estado de satisfação a despeito de conseguirmos mais coisas, ficamos parados no lugar.

Assim como o ratinho de laboratório, que corre no seu pequeno carrossel sem sequer sair do lugar. Estamos anestesiados pela esteira hedônica, assim como quando saímos da cadeira do dentista. Quando passa a anestesia fica a dor.

Quando nos acostumamos com o que temos e não temos um novo brinquedinho, temos que nos aguentar. É a dor da própria aceitação. Quanto menos refeltimos sobre o que somos e o sentido da vida, maior é a dor quando a esteira hedônica para.

Infelizmente a nossa sociedade é muito consumista, materialista e hedonista. O mundo moderno é cada vez mais recheado de mecanismos para “preencher” aquilo que acreditamos ser o nosso vazio interior.

No entanto, nada disso traz uma satisfação duradoura, pois esse vazio não é explicado pela falta de qualquer dos itens tais como: a cirurgia plástica que acaba desabando com o tempo, o cheiro do carro novo que passa muito rápido, a roupa nova que sai de moda em menos de um ano.

A caixa de chocolates e a torta de morango deixam uma sensação estranha, que provavelmente é fruto do fluxo de energia excedente se acumulando no reservatório de segurança (os pneuzinhos).

Um pergunta muito boa para fazermos a nós mesmos quando estamos na esteira hedônica é: como será que vou avaliar esta experiência daqui a cinco anos?

Você está correndo na esteira hedônica?

Vale uma reflexão.

Aqui vai um link para um artigo antigo mas completo, publicado na New York Magazine, que conduz uma discussão ampla sobre a felicidade autêntica e a esteira hedônica. Interessante o comentário do jornalista de que New York, sendo uma grande esteira hedônica, ganhou o apelido muito apropriado de Big Apple (grande maçã), o primeiro símbolo bíblico do hedonismo.

Passe adiante.

Beco

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