A dor que vem do passado.

E quando é uma dor que vem do passado para nos incomodar?

Quanta coisa do nosso passado aparece na hora errada para nos assombrar, trazendo a culpa, a raiva e ressentimentos.

Temos que nos livrar dessa sensação, praticar o perdão, não só para os outros, mas também para si mesmo.

Inevitável revisar o nosso passado, e o valor benéfico é indiscutível quando rememoramos fatos alegres e realizações.

Mas o passado tem o péssimo costume de vir travestido de pensamentos negativos sobre os outros e sobre si mesmo.

Lembranças positivas e negativas:

Ao distinguirmos as lembranças positivas e negativas temos que adotar procedimentos distintos. As positivas devem ser saboreadas, como um reviver dos momentos alegres do passado. As negativas devem se digeridas e sublimadas, e aceitas como um passado que nos legou lições valiosas.

As correntes negativas que nos atam ao passado devem ser quebradas com o perdão, gratidão e aceitação. Devemos evitar a resignação e a culpa, o arrependimento e ressentimentos, pois eles fortalecem as amarras que nos atam às tristezas do passado e azedam o nosso presente.

Temos que nos colocar como senhores do nosso perdão e evitar definitivamente à tentação de colocar condições – só vou perdoar se ele se arrepender – só vou perdoar se ele pedir perdão. Quando colocamos condições externas, estamos nos colocando como escravos, e vamos ficar indefinidamente acorrentados.

Temos que nos curar dessa dor que vem do passado, e essa cura é o perdão.

O perdão é um ato de amor que fazemos consigo mesmo.

O perdão é um direito que temos que exercer, sem desculpas, sem condições, sem medo.

Mas deixe o perdão para dores muito fortes, relacionadas com pessoas específicas, com nome e endereço, que nos magoaram e nos feriram no passado.

Para as dores pequenas, ou aquelas que não conseguimos atribuir a ninguém, ou mesmo a instituições, empresas, governos e sociedade como um todo, o certo é aceitar e deixar ir. Simplesmente deixe cair esse peso do seu ombro.

Deixe de sofrer sem necessidade, e é por isso que dizem que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.

R.S. Beco

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