A ansiedade para chegar.

A ansiedade para chegar a algum lugar, nos limita a percepção para a beleza do trajeto.

Assim é a na nossa própria vida. Queremos tanto completar dezoito anos e pode dirigir, sair com mais liberdade e podemos facilmente perder a beleza da juventude. Isso pode ser relevado quando somos bem jovens, mas atrapalha a nossa vida quando experimentamos muita ansiedade para chegar a algum lugar, e esse lugar pode ser uma idade, um estágio de amadurecimento e serenidade e mesmo estado de espírito.

Leveza:

Temos que levar a vida com compenetração, mas com leveza, deixando de lado a ansiedade de ficar mais sábio, mais perto de Deus, ou uma pessoa melhor.

O lugar de chegada não é assim tão importante, desde que estejamos conscientes da nossa caminhada, do nosso propósito.

Podemos pensar que ao final da vida teremos uma revelação, uma grande recompensa ou realização, ou mesmo a chave para o céu, mas viver com o olhar apenas na chegada, tira o nosso olhar do melhor da nossa vida, que é viver plenamente, um dia de  cada vez.

O caminho se faz ao caminhar, e por isso devemos dar cada passo de maneira consciente, compenetrado.

Correria do cotidiano:

Dê uma parada na correria do cotidiano para uma reflexão.

Se pergunte: Para onde estou indo? Estou obcecado pela chegada? Estou aproveitando a vida em cada momento?

Quando caminhamos, não o fazemos solitariamente. Estamos sempre cercados por amigos e familiares, e caminharmos cegamente rumo ao objetivo, perdemos também a chance de usufruir da companhia valiosa das pessoas.

Conviver, trocar ideias e participar junto de experiências enriquecedoras, faz a vida valer à pena.

Se não estamos tendo tempo para aproveitar a vida na sua plenitude, temos que, urgentemente, reduzir a velocidade da nossa agenda, da nossa correria.

É como a pessoa que dirige tão rápido que sequer percebe a paisagem. É necessário reduzir a velocidade. Do contrário, não vai chegar a lugar nenhum, e não vai aproveitar o caminho.

Vá mais devagar e saboreie a vida. R.S. Beco

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