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Quando somos feridos, e sempre é a história do bandido e mocinho, alguém, o bandido, fere alguém propositalmente, o mocinho.

Temos que saber imediatamente de onde partiu a agressão, pois se ficarmos distraídos, resmungando, vai acontecer de novo.

Temos que manter a cabeça erguida, mesmo quando somos agredidos, e isso vale especialmente quando os golpes são baixos. Você recebe um golpe baixo, fica de autoestima baixa, abaixa a cabeça, e sabe muito bem aonde vai levar o próximo golpe.

Por outro lado, sempre nos posicionamos como o cordeiro inocente e desavisado que foi agredido injustamente, mas sabemos que não somos assim tão puros, e mesmo involuntariamente podemos ter provocado esta reação, esta agressão.

Temos que ser honestos quando analisamos, pois do contrário, estaremos mentindo para nós mesmos, e ainda reagindo de maneira desproporcional e inadequada.

Mesmo quando somos a parte injuriada, não somos a parte completamente inocente, mas isso não justifica ficar se fazendo de capacho, pois isso é um convite para novas agressões.

Temos que aprender a cuidar de si mesmo, ser generoso e amigo, mas temos que nos proteger.

Sei que o mundo não é assim tão perigoso, mas aquele que se coloca por baixo, acaba mesmo virando saco de pancadas.

Agressões são inadmissíveis, e temos que cuidar para que os relacionamentos sejam honestos, afetuosos, de um lado e de outro.

A natureza humana é complexa, e temos que ficar atentos para decodificar os comportamentos.  Não revide as agressões, pois como disse Gandhi, olho por olho vai tornar o mundo um lugar de cegos.

Cuide da sua integridade, fique bem, e seja feliz.                                                                      R.S. Beco

Faça o bem e será mais um presente que vai abrir lá na frente, no caminho da vida.

Nunca vamos nos arrepender de fazer o bem, mesmo que tenhamos algum dissabor como recompensa. A retribuição nunca acontece em um único pagamento, e as parcelas podem vir pouco a pouco, ao longo da vida, por muito tempo.

Não economize em fazer o bem, e o faça para pessoas que sequer conhece, e sinta de pronto o benefício em si mesmo.

Há muitas formas de fazer o bem, e tenho certeza que você vai inventar alguma que ninguém tenha sequer pensado.

Mas vamos citar apenas algumas, conhecidas, que podemos facilmente nos esquecer.

Li isso no tinybuddha.com, e vou resumir algumas dessas maneiras.

Aceite as pessoas com a mente aberta, sem muito julgamento, não rotule as pessoas e procure usufruir daquilo que elas têm de melhor.

Faça-as saber o quanto você as aprecia, dê atenção, demonstre o afeto e carinho.

Faça pequenas gentilezas assim como segurar a porta para alguém que está saindo ou entrando.

Sorria como uma reação agradável à interação. Coloque qualidade nas interações com outras pessoas.

Acredite nas pessoas e seja verdadeiro com elas. Encoraje-as em tudo que fazem, esteja junto.

Agradeça imediatamente, não esconda a sua gratidão.

Dê espaço para que as outras pessoas ocupem.

Ouça os outros com atenção, e quando te contam algum problema, não se apresse em mostrar as habilidades e correr para ajudar a resolvê-los. Simplesmente empreste seus ouvidos generosos.

Dedique seu tempo para os outros. Mande mensagens, troque ideias, contribua com sugestões e opiniões.

Aceite as desculpes, se desculpe e perdoe quando for o caso. O perdão é sempre um passo importante para reconciliações.

Sobretudo, esteja disponível e concentrado enquanto interage com as pessoas.

R.S. Beco

Na nossa vida estamos vez por outra colidindo com as pessoas, sejam nos relacionamentos, nas opiniões, nas atividades, enfim, não há como agradar a todos. Precisamos aprender a lidar com encontrões muitas vezes involuntários.

Há pessoas que ficam iradas por qualquer coisa, e basta um esbarrão para ficar de cara amarrada pelo resto do dia.

Outras são capazes de relevar, atribuir importância adequada para cada situação, mas sei que somos capazes de contrariar e mesmo de ofender as pessoas, e há muitas formas de lidar com isso.

A primeira providência clara é reconhecer o incômodo que causamos e se desculpar imediatamente, e quando isso acontece em público, em meio a outras pessoas, é importante se retratar ali mesmo, na frente de todos.

Quando deixamos para se desculpar reservadamente, o efeito não é o mesmo. Ofender em público e se desculpar reservadamente não é totalmente honesto.

Mas temos o outro lado, quando nos ofendemos, nos chateamos com as outras pessoas nas situações do cotidiano.

Temos que dar a importância que o evento merece, e não fazer tempestade em copo d’água, ou revidar ao menor movimento contrário.

O bom relacionamento exige flexibilidade e uma certa tolerância. Não devemos exigir que as pessoas sejam perfeitas, até porque nós não somos.

Temos que desculpar e perdoar as pessoas, evitando carregar na mente e no coração um rosário de desafetos e contrariedades.

O coração leve nos torna uma pessoa agradável e querida nos meios sociais, ao passo que a pessoa muito dolorida, contrariada e revoltada, acaba expulsando os próprios amigos. Ninguém gosta de conviver com pessoas que vivem reclamando das outras, praguejando e fazendo um cavalo de batalha em cima de pequenas coisas.

Podemos dar muitos encontrões no nosso caminho, mas reconhecer, se desculpar e cuidar para que não seja contumaz, faz muita diferença na qualidade das interações humanas.

R.S. Beco

Às vezes acontece de nos sentirmos envergonhados por algo que fizemos, e não conseguimos admitir que fizemos tal coisa. Mentimos, manipulados, tentamos enganar os outros e a nós mesmos.

Como nos ensinou o prof. Daniel Wegner da Universidade de Harvard, quanto mais tentamos não pensar em uma coisa, mais ela não sai da nossa cabeça, e esse fenômeno mental perverso acaba nos prejudicando.

Enquanto ficamos lutando contra o incidente, mais ele fica martelando na nossa cabeça.

Temos que deixar ir, fazer as pazes com o passado, admitir, mesmo que seja uma coisa de que nos envergonhamos.

Se temos como corrigir, consertar, se desculpar, devemos fazer logo, pois isso vai aliviar as nossas emoções negativas.

Se não há o que fazer, temos que nos perdoar e seguir em frente.

Quando fazemos aquele esforço enorme para negar, manipular, esconder, aí é que o incidente permanece nos machucando.

Temos que ponderar se vale a pena confidenciar a alguém, fazer reparações, e tudo isso pode aliviar o sofrimento.

Quando é muito tarde para consertar, devemos nos tratar com gentileza e honestidade. Ninguém é perfeito e tampouco está livre de cometer falhas. Quando refletimos bastante, aprendemos a lição, só nos resta tocar a vida.

Quando a prepotência nos coloca em posição de infalíveis, e tentamos por tudo, negar a si mesmo o ocorrido, se enchendo de desculpas e justificativas, gastamos muita energia sem resultado, pois nós sabemos o que aconteceu. Podemos enganar a todos, mas não podemos enganar a nós mesmos.

Aceitar, se redimir, reparar, vai te liberar dessa carga enorme que você carrega nos ombros.

Siga a vida com leveza, mas com determinação, admitindo que pode errar, mas pode aprender a lição. Quando ficamos nas desculpas e negações, escolhemos a estagnação, pois não saímos do lugar.

A vida é cheia de surpresas e algumas não são agradáveis.

Aceite tudo que vier, tire lições, tire proveito, e procure crescer em todas as circunstâncias.

R.S. Beco

Viver e sobreviver.

Nem tudo que precisamos para viver faz sentido para sobreviver e vice-versa.

Quando lutamos para sobreviver, temos que descartar muitas coisas e pensamentos e cuidar para que os recursos essenciais sejam providos, abrigo, comida e segurança. É mais ou menos evidente que quando estamos vivendo no modo de sobrevivência, a nossa mente não consegue atinar para outras coisas.

Por outro lado, quando conseguimos níveis suficientes de recursos, temos que alternar a nossa mente para o modo viver, pois do contrário vamos provocar desequilíbrios na vida, no organismo físico e na saúde.

Um exemplo claro é quando o organismo está em modo de sobrevivência, e assim ele procura otimizar o uso da energia e armazena tudo que consegue em forma de gordura naqueles pneuzinhos que você detesta. É por esse motivo que se recomenda não passar forme, fazendo várias refeições menores, ao longo do dia. Quando impomos a fome ao nosso organismo, o cérebro manda um comando para economizar energia e armazenar nos rolinhos que já comentei.

Quando fazemos o mesmo para os bens materiais, apesar de termos o suficiente para viver, seguimos acumulando roupas no armário, objetos variados na casa, a qual necessita ser ampliada, ou mesmo substituída por uma maior.

Vamos amplificando as nossas necessidades como se isso fosse um caso de sobrevivência, a bolsa da moda, o carro novo e cada vez mais caro e muitos dígitos na conta corrente. Compramos mais, comemos mais, e acabamos obesos, abastados de recursos materiais, e não raro, vazios por dentro, pois a vida foi desperdiçada com futilidades.

A maioria de nós poderia muito bem rodar no modo viver, mas estamos obcecados no modo sobreviver.

Que decepção seria chegar ao final da vida e saber que apenas sobreviveu, e não viveu, não aproveitou a vida abundante que lhe foi ofertada todos os dias.

Viver significa poder parar para apreciar a vida nas mínimas coisas, estar perto dos amigos do coração.

Viver passa por exercitar aquilo que temos de melhor, a generosidade, a compaixão e o amor.

Pense um pouco se você já não tem o bastante, portanto, faz sentido viver mais e sobreviver menos.

Aproveite a vida enquanto há vida.                                                                                              R.S. Beco

Hoje é diferente.

Hoje é diferente, pois consigo olhar a minha realidade com o olhar mais positivo, mais otimista.

Não me tornei conformado com muita coisa que não aconteceu, mas passei a aceitar vida que me foi ofertada, interrompendo assim aquele rosário de reclamações com a sorte que não me atingiu, e a oportunidade que me fugiu.

Vejo a perda de tempo e energia que foi olhar para o meu passado com a fixação de quem vai fazer o tempo voltar, consertar o que foi e realizar o que não foi possível.

A maturidade me trouxe a virtude da aceitação, de aceitar aquilo que não posso mudar, o meu passado, as outras pessoas, e praticamente tudo nesse mundo.

Mas não sou indiferente ao que acontece, fico indignado, e por vezes raivoso, mas calibro o meu julgamento e concentro a minha energia naquilo que está ao meu alcance. Não fujo da minha responsabilidade, faço o que me cabe e procuro sempre fazer o melhor que posso.

Hoje é diferente porque bati muito a cabeça, dei muito murro em ponta de faca, e aprendi a duras penas que o meu papel é importante sim, mas é circunscrito ao meu mundo.

Não devo acreditar nunca que tenho como responsabilidade mudar as outras pessoas e, portanto, devo evitar o julgamento e a condenação dos outros a torto e a direito.

Não sou ajudante de Deus, e embora saiba o que tenho que fazer, não falo em seu nome, não julgo e nem devo me meter na vida dos outros.

Sei que posso muito e que a minha discricionariedade na minha vida é grande, sou o que me determino a ser. Mas a minha latitude para mais ou menos por aí, e especialmente com relação às outras pessoas, devo aceitar, exercitar a compaixão, a generosidade, e procurar ser uma companhia desejável.

Quando desisti de mudar as outras pessoas, recuperei muito da minha paz interior, pois a minha mente deixou de ser um grande tribunal dos outros.

É um trajeto longo, e me vejo às vezes em recaída, mas acho que aprendi a lição, e quero ser uma pessoa querida, uma pessoa melhor, um dia de cada vez.

R.S. Beco

Desafios renovados.

Nos levantamos da cama todos os dias dispostos a viver um bom dia, e contribuir, crescer, se tornar uma pessoa melhor.

Mas temos que ter objetivos e metas desafiantes, algo que faça brilhar os nossos olhos, e temos que renovar os desafios constantemente, manter elevado o nosso entusiasmo pela vida.

Pense nos desafios como algo que traz sentido para a sua vida, e não somente aumente os zeros na sua conta corrente.

A sua capacidade tem que ser colocada a serviço de enfrentar os problemas e as adversidades e não se esconder deles.

Pense nos seus sonhos, os desejos mais profundos, pense na hipótese de realiza-los, e se ponha a caminho.

Entre fundo na riqueza do elenco enorme de possibilidades que você tem à sua frente.

Se você se sente desanimado e a vida se tornou um marasmo, é hora de renovar os desafios.

Procure aqueles desafios que você esqueceu, deixou de lado, mas agora, com o passar do tempo, faz mais sentido.

Olhe para trás e veja o quanto já conseguiu, e renove as suas forças para mais realizações.

Procure se bloquear um pouco do ruído do negativismo: eu não consigo, não é para mim, não vai dar certo.

Se livre da distração da procrastinação: vou deixar para depois, não fazer isso agora, vou ter mais tempo depois.

Faça o que tem que ser feito agora, mesmo que seja planejar, refletir sobre as dificuldades e as maneiras para contorna-las.

Deposite as suas moedas na sua discreta e silenciosa confiança. Não espere que as pessoas façam um alarde em cima do seu brilhante talento e capacidade de vencer desafios. Siga o seu instinto e percepção e trabalhe com determinação.

A reflexão interna consistente também te protege das críticas infundadas e até maldosas. Acho que você não vai conseguir, tenho a impressão que não vai dar certo, as dificuldades podem se avolumar, você não vai contar com a ajuda necessária.

A confiança que você precisa é realista e também do otimismo inconsequente, que de tão encantado com os objetivos, não enxerga as barreiras que já se fazem presente.

Mantenha o entusiasmo pela vida, e coloque para si mesmo, desafios que façam o seu mundo melhor.

R.S. Beco

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