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Faça por você.

Quanta coisa fazemos pelos outros e para outros. Temos que cuidar primeiro de nós mesmos.

Faça por você, e cuide de si mesmo que não é egoísmo, e sim uma demonstração de amor próprio.

Temos também que manter a nossa energia e entusiasmo elevados para poder ajudar os outros, familiares e amigos, e para isso, precisamos cuidar primeiro de encher no nosso balde. Ninguém vai encher a vida dos outros com um balde vazio.

Faça uma reflexão sobre si mesmo, seus anseios e desejos não atendidos. Percorra os seus projetos e sonhos e enumere aqueles que precisam receber atenção.

Cuide do seu caminho, do seu crescimento, do seu bem estar.

Outro ponto igualmente importante é deixar de se meter na vida dos outros, tentar controlar, julgar o que os outros fazem pensam e decidem.

Fazemos pelos outros sem qualquer solicitação. Nos metemos em assuntos quando não somos convidados, e com isso perdemos o tempo e  a chance de cuidar dos nossos próprios interesses.

Podemos e devemos ser caridosos, generosos e altruístas, mas sem querer impor ou indicar maneiras de viver de acordo com o nosso julgamento. Cada um deve saber o que é bom para si próprio, e mesmo para os nossos filhos, depois de uma certa idade e maturidade, devemos deixar que escolham e decidam por si próprio o que diz respeito a suas vidas.

Temos todos um instinto paternalista, e isso pode limitar o crescimento de outras pessoas do nosso convívio.

A autonomia e independência devem ser valorizados, inclusive para os nossos familiares idosos. Deixe que façam as suas atividades. Não dê muito palpite.

Quando deixamos de cuidar da própria vida e nos metemos na vida dos outros, todos saem perdendo.

Os outros estão perdendo porque não estão assumindo a responsabilidade sobre a própria vida.

Perdemos nós, pois deixamos o nosso barco à deriva querendo controlar o barco dos outros.

R.S. Beco

Temos muito tempo vago para inventar maneiras de infernizar a vida dos outros e a nossa própria.

Temos que fazer aquela pergunta toda vez que estamos prestes a criar um evento de estresse: até que ponto isso é importante?

Muita coisa sem qualquer importância, acaba se transformando num cavalo de batalha por conta do nosso comportamento explosivo.

O mundo é perigoso, às vezes. Por outro lado, temos uma tendência ancestral, que está no nosso DNA, de ver mais perigo do que realmente existe.

As pessoas podem nos representar ameaça? Isso raramente, mas tendemos a nos estressar com as pessoas, como se pequenos maus tratos fossem desembocar em sérias agressões físicas para nós e para toda a nossa aldeia(família).

Esse tempo já passou há alguns milhões de anos, mas o nosso cérebro reptiliano insiste em chamar atenção para isso, como nos ensinou o Dr. Robert Sapolski, professor da escola de medicina da Universidade de Stanford, no seu célebre livro “Porque as Zebras Não Têm Úlceras?”.

A coisa vai ficar feia. Não vai não.

O pior vai acontecer. Não vai acontecer nada de errado.

Eu vou ficar em maus lençóis. Saiba que se complicações aparecerem, você vai ter a capacidade de resolver.

A mania que criamos de fazer tempestade em copo d’água, pode representar um risco à saúde no longo prazo.

O organismo precisa estar alerta para viver atento a tudo que acontece, e para isso precisamos do estresse saudável.

Por outro lado, o estresse negativo, quando presente de maneira crônica no indivíduo, provoca efeitos danosos, que temos que conhecer para evitar.

A falta de sono, má digestão, irritabilidade, intestino desajustado e mesmo baixo desempenho sexual são alguns dos sintomas que temos que atentar, pois podemos estar alimentando um estresse, e é bom atacar na raiz.

Muitas vezes precisamos procurar um profissional, e não devemos evitar quando for o caso.

No seu cotidiano, coloque atenção nos sintomas, e ajuste o seu comportamento e atitude para que o estresse diminua.

No inglês, há uma diferença de palavras entre o bom e o mau estresse – eustress (bom), distress (mau).

O estresse bom é aquele que sobe a adrenalina e nos coloca em movimento para a consecução das nossas empreitadas. Precisamos dele para viver e para sobreviver.

O mau estresse é aquele desnecessário e nocivo, pois nos mantém em alerta para o perigo que não existe, e continuadamente, desregula o organismo para reagir ao perigo. No final acabamos com toda a máquina desregulada, é não é bom.

Cuide da sua saúde e não alimente o estresse, seu e dos outros.                                                   R.S. Beco

As dádivas chegam a você pela porta de entrada, e esta porta é aberta por dentro, por você mesmo.

Isto significa que você precisa estar aberto para receber o que a vida tem para te oferecer.

Mas não é assim que normalmente nos colocamos, receptivos, de coração aberto. Muitas vezes estamos fechados para receber.

É comum estarmos com a mente fechada, cheios de ódio e ressentimentos que sequer percebemos quando a sorte e a graça batem à nossa porta. Não percebemos quando é hora de abrir a porta, e com ela fechado, acabamos privados das coisas boas que a vida tem para nos oferecer.

Assim como ficamos atentos para a campainha física da nossa porta de entrada, devemos ficar atentos como se fossemos receber algum presente, alguma graça a qualquer momento.

Hoje sei que sou merecedor, e que posso ser agraciado com tudo aquilo que desejo, e que é resultado do meu incansável trabalho todos os dias.

Sei também, fruto da minha experiência, que recebemos muitas graças, e que para isso é suficiente estar com a mente aberta para receber, estar atento para quando baterem à porta, correndo para atender e receber.

Posso dizer que a minha vida é uma benção. Não tenho posses materiais, mas fui agraciado incansavelmente com tudo que fiz por merecer.

Dou duro, não folgo e nem tenho preguiça. Estou pronto para ajudar e procuro olhar sempre para o lado positivo dos eventos e das situações.

Sei que a porta de entrada é por onde as graças chegarão, e sei também que ela é destrancada pelo lado de dentro, por mim mesmo.

Quero mais, e aprendi com meu avô, que todo dia é ocasião para pedir e agradecer.

Tenho tido muitos motivos para agradecer, e tenho uma lista enorme de pedidos para fazer.

Assumo a responsabilidade sobre a minha vida, minhas ações e decisões, e sei que a seriedade e honestidade podem, no final, fazer grande diferença entre receber muito ou quase nada.

Quero muito da vida e quero também oferecer muito. E o muito que me refiro são coisas simples, momentos simples e tratamentos singelos que temos a oportunidade de experimentar no nosso cotidiano.

Chamar uma pessoa pelo nome, mesmo que seja um caixa de supermercado, ou atendente no telefone pode fazer diferença.

Li recentemente um livro interessante que aborda exatamente isso, “O Seu Balde Está Cheio?”, escrito por Tom Rath e Donald Clifton.

Quando alguém encher o seu balde, aceite, e saiba que encher o balde dos outros, simultaneamente, e milagrosamente, enche o seu próprio balde.                                                         R.S. Beco

Estamos todos nessa empreitada de crescimento pessoal. Queremos todos ser uma pessoa melhor a cada dia. Não consigo me lembrar de ninguém que tenha me dito que o seu objetivo é piorar um pouco a cada dia.

No entanto, estar compenetrado nessa jornada é um tanto difícil, especialmente quando tratamos das outras pessoas.

Temos um péssimo hábito de apontar para os outros, atalhos que devem seguir para o próprio crescimento pessoal.

Parece o jogo dos sete erros. Mal olhamos para outrem e somos capazes de apontar sete defeitos.

E junto com os defeitos vem na cabeça a maquinação de recomendações. Acho que você devia fazer isso. Acho que você devia mudar a sua atitude e seu comportamento.

Não somos oniscientes e não somos juízes do mundo.

Quem sabe da vida do outro é o outro.

Quando digo atalho, é porque temos uma impaciência com os outros quando se trata de crescimento e aprimoramento.

Veja o caso dos nossos filhos.

É certo que temos que criar, educar e orientar. Mas depois de uma certa idade, eles devem seguir o caminho que acreditam ser o melhor.

Damos conselhos sim, mas devemos evitar apontar para os atalhos que supostamente enxergamos.

Quando tratamos da esposa, companheira, namorada, aí então somos os mestres dos atalhos. A outra pessoa está seguindo um caminho na vida, mas logo enxergamos atalhos, e muitas vezes tortuosos.

Temos que perder a mania de controlar a vida dos outros, pois quando olhamos no espelho, nos damos conta que estamos descuidando do nosso próprio caminho, nossas decisões e escolhas.

Quem dá muitos palpites para o piloto do barco do outro, vai acabar batendo na pedra.

Quem disse que sabemos o que é bom para os outros?

Somente a nossa prepotência é capaz de chegar a essa brilhante conclusão.

Olhe sempre para o seu caminho, esteja atento para os buracos na sua mirada, e cuida sua própria vida.

Olhar muito para vida dos outros têm dois desdobramentos perniciosos. O primeiro é quando o outro se dá bem, e aí ficamos com inveja. O segundo é quando o outro se dá bem, e aí ficamos maldosamente satisfeitos. Enfim, é uma doença.

A felicidade está na nossa realização, e é onde deveríamos colocar a nossa energia e a nossa atenção.

R.S. Beco

nos magoou. Especialmente quando fazemos isso de pronto, tipo bateu levou, podemos errar a mão.

Uma boa receita é escrever tudo que você está sentindo, sendo bastante específico no incidente com detalhes sobre quem disse o que.

A segunda parte é escrever como uma terceira pessoa, como uma matéria jornalística. Quando escrevemos como quem procura ver com isenção, tendemos a aliviar um pouco nas tintas.

Sei que é difícil se afastar emocionalmente do incidente, mas é exatamente isso que a escrita proporciona.

A terceira coisa é finalmente falar com a pessoa que nos magoou.

É bastante provável que quando terminar as duas etapas preliminares, você tenha pouco a dizer para a outra pessoa, ou tenha decido relevar ou simplesmente esquecer.

Quando a situação exigir mesmo uma conversa, depois de toda esta preparação, você estará menos tocado, e aquela chama de raiva e ressentimento pode até ter se apagado.

O mecanismo que acabo de descrever, aprendi na leitura do livro do Dr. Deepak Chopra, The Ultimate Happiness Prescription.

O cantor Leo Jayme tem uma canção que diz: eu tinha tanto pra dizer, metade eu tive que esquecer.

Acho que é quase isso, pois o final é decidir esquecer parte daquilo que te magoou, e isso já é um grande passo para ser feliz.

Temos que relevar muita coisa na nossa vida, como uma receita para ser feliz. Guardar muita mágoa dos outros prejudicada enormemente os relacionamentos e envenena a nós próprios.

Assim como ensina o Dr. Chopra, as pessoas que têm por hábito escrever um diário, se beneficiam disso diariamente, pois escrevem aquilo que as faz felizes e também o que as magoam. Ao escrever, não só refletem sobre o sentido que cada evento realmente tem em suas vidas, mas também deixam passar aquela raiva momentânea e intensa. O que sobra, é uma analise mais fria e saudável do ocorrido, e muitas vezes, a preservação do relacionamento.

Preserve os relacionamentos e preserve a sua saúde, pois você sabe que carregar ressentimentos faz um mal enorme para o organismo.

O estresse crônico provoca um efeito insidioso no corpo, e devemos por todos os meios atenuar essa possibilidade.

R.S. Beco

Não abuse da boa vontade dos outros e tampouco deixe que abusem da sua boa vontade.

As mulheres em especial, reclamam muito desse tipo de comportamento. Dizem os cientistas que elas foram desenvolvidas para gerar, cuidar e amar incondicionalmente, e quando essa atitude se estende para outros relacionamentos, pode ocorrer o abuso.

Mas isso se aplica a todo mundo. Se você acredita que está dando muito mais do que recebe, cabe refletir se não estão abusando de você, ou você mesmo não está exagerando na mania de cuidar dos outros.

Gostamos de tratar bem e ser bem tratados, e qualquer relacionamento tem que haver reciprocidade.

Quem apenas dá, pode estar se fazendo de capacho, e quem apenas usa e abusa pode estar explorando os outros.

Esse tipo de comportamento acaba chegando ao exagero sem que a gente perceba, pois como se diz, dá a mão e quer o braço, acaba nisso.

As pessoas que abusam da boa vontade dos outros acabam afastando os amigos e familiares, pois ninguém gosta de ser explorado. E sabemos bem que o abuso vem de diferentes formas, começa com favores pequenos e logo estão pedindo dinheiro emprestado que não pagam, e favores abusivos.

Queremos relacionamentos saudáveis e maduros. Somos seres sociais e gostamos de viver bem com as pessoas e devemos fazer um esforço para que assim seja.

Muitas vezes, colocar os limites nos relacionamentos funciona bem, e perceba as pessoas que logo de cara, nos primeiros encontros já querem colocar os pés pelas mãos. Fique atento, e observe também se você não está incorrendo no mesmo comportamento.

Quem nunca foi abordado no local de trabalho com essa questão de pedir dinheiro emprestado?

Nem bem conhecemos, e às vezes o relacionamento é bastante superficial, mas um pouco de tratamento carinhoso e educado, chama o abuso, que normalmente e tomar dinheiro e não pagar de volta.

Mas quando falamos de relacionamento e boa vontade, vamos muito além das coisas materiais.

Há pessoas que procuram os outros quando estão em dificuldade, mas somem do planeta quando é o contrário.

Relacionamentos saudáveis é tudo que queremos, pois sabemos que nos dão segurança e bem estar.

R.S. Beco

Não tente escapar.

Os problemas são tantos que temos por vezes a tentação de escapar a eles, utilizando recursos tóxicos, que podem nos aprisionar em hábitos nocivos à saúde e aos relacionamentos.

A melhor coisa, quando temos problemas, é enfrentar de frente, de cabeça erguida.

Às vezes nos refugiamos no trabalho e prejudicamos o relacionamento familiar. Há casos de refúgio na bebida, companhias negativas e comportamentos recrimináveis. Temos que usar toda a nossa força de vontade para evitar, resistir e mesmo combater coisas desse tipo no nosso meio.

O fato é que os problemas não desaparecem só porque escolhemos fazer como o avestruz, enfiar a cabeça no buraco. Aliás, os problemas continuarão aumentando em quantidade e proporção.

A negação, ou tentativa de camuflar os problemas, aumentam mais ainda os seus efeitos.

A tentativa de se anestesiar, pensando em passar ileso pelos problemas é uma ilusão que passa pela nossa cabeça.

Temos um sentimento de que mais distraídos ficamos com a vida, menor será o impacto dos problemas, mas a ciência mostra que é exatamente o contrário.

A atenção plena e a consciência dos nossos problemas é que faz com que eles sejam minimizados.

Quando vivemos conscientemente, grande parte dos supostos problemas perde a capacidade de nos afetar. Simplesmente são coisas irrelevantes com as quais a nossa mente perturbada adorava se entreter.

Tentar enganar a realidade é na verdade, tentar enganar a si próprio. Temos que ser honestos consigo mesmo. Ninguém merece tanta consideração quanto você mesmo.

Os problemas podem ser muitos, e alguns deles eventualmente nos deixam sem ação, estupefatos, amedrontados e imobilizados.

Quando a coisa pegar de verdade, peça ajuda de amigos e familiares, e quando for o caso, de algum profissional.

De resto, se encha de coragem e siga em frente.

Lembre-se que coragem não é ausência de medo, e sim a disposição para seguir adiante a despeito do medo.

Nós todos somos capazes de carregar nossas mochilas, desde que acreditemos na nossa capacidade e não deixemos que problemas que não são nossos entrem para dentro da nossa carga.

Cuide de si, da sua vida, e tudo vai dar certo.                                                                                         R.S. Beco

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